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sexta-feira, 2 de novembro de 2012
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Justiça quer impedir construção de porto de R$ 1,5 bilhão em Santos, SP
Imagem atual da região do Largo Santa Rita, considerado por ambientalistas o maior complexo de mangues do Sudeste brasileiro. (Foto: Divulgação/Coletivo Ambientalista de São Paulo)
O Ministério Público Federal encaminhou à Justiça na última semana uma ação civil pública que tenta impedir a construção de um terminal portuário privado em uma área de 1,9 km² de mangue chamada de Largo Santa Rita, em Santos, litoral sul de São Paulo. A área é considerada habitat de espécies aquáticas e aves ameaçadas de extinção.
O empreendimento, orçado em R$ 1,5 bilhão, pertence à empresa Triunfo Participações e Investimentos – em associação com outras duas companhias – que diz não ter sido notificada sobre o processo jurídico.
De autoria do procurador da República Luís Eduardo Marrocos de Araújo, a ação quer suspender qualquer autorização dada para a obra, entre elas o licenciamento ambiental concedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), em abril de 2011. A próxima etapa é a liberação da Licença de Instalação, ainda sem data para acontecer.
“Naquele local existem remanescentes especiais de Mata Atlântica, que desempenham funções ambientais excepcionais. São áreas de proteção de espécies ameaçadas e que estão no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar. É um corredor ecológico importante para preservação da fauna e flora da região”, disse o procurador ao Globo Natureza.
Araújo afirma que reuniu diversas provas “que revelam a possibilidade de supressão do bioma” e que comprova que “aquele local é impróprio para a construção do porto”.
Ilustração de como ficará o Terminal Brites, na região do Porto de Santos. Investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão. (Foto: Reprodução)
Impacto
Segundo Fábio Ornos, doutor em zoologia pela Universidade Estadual de São Paulo, a implantação do porto privado é desnecessária, a julgar que o terminal de Santos, considerado o maior do Brasil, opera de maneira ineficiente.
“Existe uma legislação portuária que faz com que o porto fique mais ineficiente. Agora, preferir destruir uma área natural para movimentar operações de carga e descarga é uma forma de fazer a natureza pagar o pato pelo desenvolvimento”, diz o especialista, que integra também a Fundação Boticário.
De acordo com ele, que pesquisa o local há 17 anos, pesquisas científicas e trabalhos de zoneamento feitos por organismos não-governamentais e governamentais serão “jogados no lixo” com esta construção.
“O largo Santa Rita é um dos maiores complexos de mangue do Sudeste do Brasil. É uma áreas de águas rasas e bancos de sedimentos, com grandes bancos de mexilhões, algas e uma fauna rica de crustáceos e pequenos peixes que servem de alimento para aves”, disse.
Ele complementa ainda que esta região é habitat de ao menos 20 espécies de aves consideradas ameaçadas de extinção, como o guará-vermelho (Eudocimus ruber). “Ninguém é contra o progresso, mas existem tipos corretos de progresso.
O projeto
Chamado de “Terminal Brites”, o porto privado vai ser operado pela empresa Vetria Mineração -- um consórcio operado pela América Latina Logística (ALL), a Triunfo Participações e Investimentos e a Vetorial Mineração.
A empresa será responsável pela extração, transporte e comercialização de minério de ferro proveniente do Maciço do Urucum, em Corumbá (MS). A capacidade de comercialização é de até 27,5 milhões de toneladas por ano.
O terminal ficará na margem esquerda do Porto de Santos, o maior do Brasil, e será estruturado com dois tombadores duplos (onde se coloca grãos ou minérios), um berço de 380 metros e calado para navios de 125 mil toneladas. A Triunfo não divulgou quando inicia a construção do porto.
Fonte: g1.globo.com
O Ministério Público Federal encaminhou à Justiça na última semana uma ação civil pública que tenta impedir a construção de um terminal portuário privado em uma área de 1,9 km² de mangue chamada de Largo Santa Rita, em Santos, litoral sul de São Paulo. A área é considerada habitat de espécies aquáticas e aves ameaçadas de extinção.
O empreendimento, orçado em R$ 1,5 bilhão, pertence à empresa Triunfo Participações e Investimentos – em associação com outras duas companhias – que diz não ter sido notificada sobre o processo jurídico.
De autoria do procurador da República Luís Eduardo Marrocos de Araújo, a ação quer suspender qualquer autorização dada para a obra, entre elas o licenciamento ambiental concedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), em abril de 2011. A próxima etapa é a liberação da Licença de Instalação, ainda sem data para acontecer.
“Naquele local existem remanescentes especiais de Mata Atlântica, que desempenham funções ambientais excepcionais. São áreas de proteção de espécies ameaçadas e que estão no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar. É um corredor ecológico importante para preservação da fauna e flora da região”, disse o procurador ao Globo Natureza.
Araújo afirma que reuniu diversas provas “que revelam a possibilidade de supressão do bioma” e que comprova que “aquele local é impróprio para a construção do porto”.
Ilustração de como ficará o Terminal Brites, na região do Porto de Santos. Investimento estimado é de R$ 1,5 bilhão. (Foto: Reprodução)
Impacto
Segundo Fábio Ornos, doutor em zoologia pela Universidade Estadual de São Paulo, a implantação do porto privado é desnecessária, a julgar que o terminal de Santos, considerado o maior do Brasil, opera de maneira ineficiente.
“Existe uma legislação portuária que faz com que o porto fique mais ineficiente. Agora, preferir destruir uma área natural para movimentar operações de carga e descarga é uma forma de fazer a natureza pagar o pato pelo desenvolvimento”, diz o especialista, que integra também a Fundação Boticário.
De acordo com ele, que pesquisa o local há 17 anos, pesquisas científicas e trabalhos de zoneamento feitos por organismos não-governamentais e governamentais serão “jogados no lixo” com esta construção.
“O largo Santa Rita é um dos maiores complexos de mangue do Sudeste do Brasil. É uma áreas de águas rasas e bancos de sedimentos, com grandes bancos de mexilhões, algas e uma fauna rica de crustáceos e pequenos peixes que servem de alimento para aves”, disse.
Ele complementa ainda que esta região é habitat de ao menos 20 espécies de aves consideradas ameaçadas de extinção, como o guará-vermelho (Eudocimus ruber). “Ninguém é contra o progresso, mas existem tipos corretos de progresso.
O projeto
Chamado de “Terminal Brites”, o porto privado vai ser operado pela empresa Vetria Mineração -- um consórcio operado pela América Latina Logística (ALL), a Triunfo Participações e Investimentos e a Vetorial Mineração.
A empresa será responsável pela extração, transporte e comercialização de minério de ferro proveniente do Maciço do Urucum, em Corumbá (MS). A capacidade de comercialização é de até 27,5 milhões de toneladas por ano.
O terminal ficará na margem esquerda do Porto de Santos, o maior do Brasil, e será estruturado com dois tombadores duplos (onde se coloca grãos ou minérios), um berço de 380 metros e calado para navios de 125 mil toneladas. A Triunfo não divulgou quando inicia a construção do porto.
Fonte: g1.globo.com
Britânicos projetam 'casa anfíbia' à prova de enchentes
A casa terá fundações fixas que, durante a enchente, vão erguê-la para flutuar sobre a água
Autoridades britânicas autorizaram a construção daquela que seria a primeira "casa anfíbia" do país, projetada para ser imune a inundações.
De acordo com os arquitetos responsáveis pelo projeto, a casa será apoiada em fundações fixas, mas, em caso de uma inundação, a construção inteira se erguerá e flutuará sobre a água.
A casa deve ser erguida em uma ilha na cidade de Marlow (condado de Buckinghamshire), a apenas 10 metros da margem do rio Tâmisa.
Com 225 metros quadrados, ela substituirá um bangalô, construído no início do século 20 e em más condições de preservação.
FLUTUANTE
A residência foi projetada pelo escritório de arquitetura Baca, com sede em Londres, especializado em construções resistentes a inundações.
De acordo com os arquitetos, a casa ficará apoiada entre quatro "golfinhos", ou postes verticais permanentes que manteriam a construção flutuante no lugar durante uma enchente.
Estes postes, normalmente encontrados em marinas, foram integrados ao design da residência e serão visíveis do lado de fora.
Construída de madeira leve, a parte habitável da casa será altamente isolada e apoiada em uma cobertura de concreto, criando uma plataforma flutuante.
O jardim, segundo os arquitetos, funcionará como um sistema de alerta, com plataformas posicionadas em diferentes níveis, projetadas para inundar gradualmente e, assim, chamar a atenção dos moradores antes que a água chegue a um nível ameaçador.
A "casa anfíbia" foi projetada porque as leis urbanas da região onde a construção original está localizada não permitiriam que, ao ser reformada, ela ficasse muito alta.
"Se ela fosse trocada por uma nova habitação, o piso teria de ser erguido para 1,5 metro acima do nível do chão", diz o diretor da Baca, Richard Coutts.
CUSTO
De acordo com Coutts, os custos de uma casa anfíbia são entre 20% e 25% maiores do que de uma casa convencional do mesmo tamanho.
No entanto, diz, o investimento é compensado pela economia feita com a redução dos gastos com seguros.
Embora se estime que a região sofra com apenas uma inundação a cada 20 anos, o nível do Tâmisa é motivo de temor por parte dos moradores. Em 2007, uma cheia do rio causou enormes prejuízos.
"Uma cidade resistente precisa ser adaptável, e para ser adaptável, o ambiente construído [pelo homem] precisa inovar", afirma o diretor da Baca.
"O design anfíbio é uma das soluções que possibilita aos residentes viver com segurança e adaptar-se aos desafios das mudanças climáticas, e nós estamos muito ansiosos para construir o primeiro exemplo desta abordagem no Reino Unido."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/
Autoridades britânicas autorizaram a construção daquela que seria a primeira "casa anfíbia" do país, projetada para ser imune a inundações.
De acordo com os arquitetos responsáveis pelo projeto, a casa será apoiada em fundações fixas, mas, em caso de uma inundação, a construção inteira se erguerá e flutuará sobre a água.
A casa deve ser erguida em uma ilha na cidade de Marlow (condado de Buckinghamshire), a apenas 10 metros da margem do rio Tâmisa.
Com 225 metros quadrados, ela substituirá um bangalô, construído no início do século 20 e em más condições de preservação.
FLUTUANTE
A residência foi projetada pelo escritório de arquitetura Baca, com sede em Londres, especializado em construções resistentes a inundações.
De acordo com os arquitetos, a casa ficará apoiada entre quatro "golfinhos", ou postes verticais permanentes que manteriam a construção flutuante no lugar durante uma enchente.
Estes postes, normalmente encontrados em marinas, foram integrados ao design da residência e serão visíveis do lado de fora.
Construída de madeira leve, a parte habitável da casa será altamente isolada e apoiada em uma cobertura de concreto, criando uma plataforma flutuante.
O jardim, segundo os arquitetos, funcionará como um sistema de alerta, com plataformas posicionadas em diferentes níveis, projetadas para inundar gradualmente e, assim, chamar a atenção dos moradores antes que a água chegue a um nível ameaçador.
A "casa anfíbia" foi projetada porque as leis urbanas da região onde a construção original está localizada não permitiriam que, ao ser reformada, ela ficasse muito alta.
"Se ela fosse trocada por uma nova habitação, o piso teria de ser erguido para 1,5 metro acima do nível do chão", diz o diretor da Baca, Richard Coutts.
CUSTO
De acordo com Coutts, os custos de uma casa anfíbia são entre 20% e 25% maiores do que de uma casa convencional do mesmo tamanho.
No entanto, diz, o investimento é compensado pela economia feita com a redução dos gastos com seguros.
Embora se estime que a região sofra com apenas uma inundação a cada 20 anos, o nível do Tâmisa é motivo de temor por parte dos moradores. Em 2007, uma cheia do rio causou enormes prejuízos.
"Uma cidade resistente precisa ser adaptável, e para ser adaptável, o ambiente construído [pelo homem] precisa inovar", afirma o diretor da Baca.
"O design anfíbio é uma das soluções que possibilita aos residentes viver com segurança e adaptar-se aos desafios das mudanças climáticas, e nós estamos muito ansiosos para construir o primeiro exemplo desta abordagem no Reino Unido."
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/bbc/
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A proibição das sacolas plásticas
Eu já li muitas reclamações sobre a retirada de sacolas plásticas dos supermercados. Existem aqueles que dizem que foi uma jogada para economizaram na produção de sacolas, outros dizem que isso não adianta, pois existem outros produtos comercializados com sacolas como arroz, feijão, etc.
Mas temos que pensar que uma mudança desse porte não pode ser de uma hora para outra, não podemos querer que parem de utilizar sacolas plásticas para comercializar produtos.
Todo mundo fica dizendo que as pequenas mudanças mudam muita coisa, ou eu faço a minha parte e faz a diferença, mas quando ocorre uma pequena mudança as pessoas já começam a reclamar.
Temos que começar a pensar melhor nas nossas atitudes e refletir duas vezes antes de começar a reclamar. Vamos pensar que essa pequena mudança é o início de uma mudança maior para no futuro pararmos de utilizar essas sacolas.
Eduardo M. Franco
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Por que as zebras têm listras?
Se você pensou que as listras da zebra serviam apenas para camuflagem, errou. Biólogos húngaros e suecos descobriram que a pele bicolor é uma defesa do animal contra parasitas, como a mosca mutuca, que transmitem doenças
Pesquisadores da Hungria e da Suécia acabam de desvendar para o mundo um dos maiores mistérios do reino animal: a utilidade das listras das zebras. Até hoje, acreditava-se que elas serviam para ajudar o animal a se camuflar na natureza - na hora de caçar ou se esconder de predadores -, mas segundo os biólogos elas têm uma função ainda mais nobre: proteger as zebras do ataque de parasitas.
Sabe como? Os parasitas - e, sobretudo, a mosca mutuca, que tem uma mordida bem dolorosa e pode causar necrose na pele do mamífero - são atraídos pela luz e, por isso, preferem animais com a pelagem totalmente escura, que brilha mais. Sendo assim, as listras brancas seriam uma estratégia evolutiva das zebras para afastar os parasitas, que não só transmitem doenças como também incomodam os animais durante a alimentação.
E o mais legal é que os cientistas descobriram tudo isso "brincando" com bonecos. É porque, para saber se a hipótese deles a respeito da utilidade das listras das zebras era verdadeira, eles confeccionaram bonecos listrados, similares a elas, e os colocaram em um campo de Budapeste, na Hungria, junto com bonecos que imitavam cavalos brancos e negros. O resultado? O modelo com listras, que simulava as zebras, foi o que menos atraiu moscas, confirmando a hipótese dos biólogos. Bacana, né?
Fonte:http://planetasustentavel.abril.com.br/
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Espanhol transforma folhas secas em objetos de arte
Nas mãos do artista espanhol Lorenzo Durán, as folhas podem ganhar contornos bem distintos daqueles que herdaram da natureza.
Usando uma técnica oriental, bastante disseminada na China e no Japão, que permite fazer recortes em folhas de papel, Durán resolveu picotar folhas secas de várias árvores da região onde mora, na cidade de Guadalajara, na Espanha.
Com o nome Naturayarte, o projeto de Durán também envolve sua família.
"Há quem use a madeira, escultores que talham as pedras e outros que usam as folhas como meio de expressão artística, coisa que me parece nova e apaixonante", diz.
Antes de picotar as folhas, Durán faz os desenhos em um molde de papel. Ele conta, em seu site, que desenvolveu a técnica sozinho.
Durán diz acreditar, no entanto, que o formato natural das folhas e outros elementos da natureza também têm seu quê de arte.
"Creio que cada objeto da natureza ou um ser vivo tem impresso em sua forma a arte em sua mais pura essência", diz.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br
¨É uma das coisas mais incríveis que eu já vi¨ Eduardo M. Franco
Porto Rico vai exportar carne de iguana para combater reprodução
Exemplar de iguana-verde em zoológico brasileiro. Empresa de Porto Rico vai exportar carne de réptil. (Foto: Caroline Zanchi / Divulgação)
Uma empresa porto-riquenha exportará aos Estados Unidos e outros países do continente americano carne de iguana-verde
(Iguana iguana), iniciativa empresarial que tenta aproveitar a reprodução sem controle deste réptil não autóctone da ilha caribenha.
Umberto Vázquez, um dos sócios da companhia "Best Iguana Puerto Rico Meat", disse nesta semana que a ideia de iniciar a empresa surgiu depois que o Departamento de Recursos Naturais e Ambientais (DRNA) tornou público em julho do ano passado a intenção de promover a venda de carne do réptil
O DRNA, junto a outros departamentos governamentais, estabeleceu como meta em médio prazo reduzir em 80% a população de iguana-verde em Porto Rico, onde o réptil é considerado uma praga que danifica a agricultura local devido à ausência de um predador natural que controle sua expansão.
Vázquez antecipou que sua empresa pagará US$ 0,50 por cada meio quilograma de carne de iguana verde, uma vez que se inicie a atividade da "Best Iguana Puerto Rico Meat" programada para março. "A iguana verde está acabando com a agricultura", destacou o empresário, que assegura que já conta com uma equipe de pessoas dispostas a iniciar a caça de iguanas, frequentes nos parques e jardins de todas as áreas urbanas de Porto Rico.
Negociações
Vázquez disse que sua companhia mantém contatos com potenciais compradores nos EUA, onde garantiu que há boas perspectivas de comercialização dada a boa aceitação da carne desse réptil no país.
O empreendedor frisou que as possibilidades de exportação não terminam nos EUA e que sua empresa procura clientes em outros países do continente como El Salvador, Panamá e Colômbia. "Trata-se de uma carne ótima, um pouco mais doce que a do frango", detalhou Vázquez, lembrando que a pele de iguana verde é usada também para a fabricação de produtos de indústria dos artigos de couro.
Fonte: http://g1.globo.com
¨Nos humanos ainda não entendemos que todas nossas ações causam desequilíbrio na natureza e quando isso ocorre e nos afeta nos tomamos à decisão mais fácil, vamos matar, pois esta sobrando. Bom tem pessoas de mais no mundo nem por isso estamos matando pra diminuir a população e quer destruição maior que esse excesso de pessoas causa? Igual em Fernando de Noronha onde estão capturando as garças e fazendo eutanásia. Temos que parar de causar desequilíbrio, pois naturalmente isso não acontece. ¨ Eduardo M. Franco
Uma empresa porto-riquenha exportará aos Estados Unidos e outros países do continente americano carne de iguana-verde
(Iguana iguana), iniciativa empresarial que tenta aproveitar a reprodução sem controle deste réptil não autóctone da ilha caribenha.
Umberto Vázquez, um dos sócios da companhia "Best Iguana Puerto Rico Meat", disse nesta semana que a ideia de iniciar a empresa surgiu depois que o Departamento de Recursos Naturais e Ambientais (DRNA) tornou público em julho do ano passado a intenção de promover a venda de carne do réptil
O DRNA, junto a outros departamentos governamentais, estabeleceu como meta em médio prazo reduzir em 80% a população de iguana-verde em Porto Rico, onde o réptil é considerado uma praga que danifica a agricultura local devido à ausência de um predador natural que controle sua expansão.
Vázquez antecipou que sua empresa pagará US$ 0,50 por cada meio quilograma de carne de iguana verde, uma vez que se inicie a atividade da "Best Iguana Puerto Rico Meat" programada para março. "A iguana verde está acabando com a agricultura", destacou o empresário, que assegura que já conta com uma equipe de pessoas dispostas a iniciar a caça de iguanas, frequentes nos parques e jardins de todas as áreas urbanas de Porto Rico.
Negociações
Vázquez disse que sua companhia mantém contatos com potenciais compradores nos EUA, onde garantiu que há boas perspectivas de comercialização dada a boa aceitação da carne desse réptil no país.
O empreendedor frisou que as possibilidades de exportação não terminam nos EUA e que sua empresa procura clientes em outros países do continente como El Salvador, Panamá e Colômbia. "Trata-se de uma carne ótima, um pouco mais doce que a do frango", detalhou Vázquez, lembrando que a pele de iguana verde é usada também para a fabricação de produtos de indústria dos artigos de couro.
Fonte: http://g1.globo.com
¨Nos humanos ainda não entendemos que todas nossas ações causam desequilíbrio na natureza e quando isso ocorre e nos afeta nos tomamos à decisão mais fácil, vamos matar, pois esta sobrando. Bom tem pessoas de mais no mundo nem por isso estamos matando pra diminuir a população e quer destruição maior que esse excesso de pessoas causa? Igual em Fernando de Noronha onde estão capturando as garças e fazendo eutanásia. Temos que parar de causar desequilíbrio, pois naturalmente isso não acontece. ¨ Eduardo M. Franco
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Emissão de CO2 aumenta acidez do oceano e prejudica corais, diz estudo
Mudanças causadas pelo homem são cem vezes maiores que as naturais. Em 90 anos, calcificação de corais e moluscos pode cair 40%.
O aumento da acidez dos oceanos verificado nos últimos 100 a 200 anos foi muito maior que as transformações que ocorreriam naturalmente, sem a interferência da ação do homem. A conclusão é de um time de cientistas internacionais ligados ao Centro de Pesquisa Internacional do Pacífico, da Universidade do Havaí, em um estudo publicado neste domingo (22), na "Nature Climate Change".
De acordo com a pesquisa, cerca de 65% do gás proveniente de atividades humanas entram no mar e, em contato com a água salgada, aumentam sua acidez. O fenômeno reduz a taxa de calcificação de organismos marinhos, como corais e moluscos.
Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons )Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)
As conclusões do estudo são baseadas em simulações de condições do clima e do oceano verificadas na Terra nos últimos 21 mil anos, desde a última Era Glacial até o século 21. Durante as simulações, os pesquisadores analisaram o nível de concentração do aragonito, um tipo de carbonato de sódio que ajuda a medir a acidez dos oceanos. Quanto mais ácida é a água do mar, menor é a quantidade de aragonito.
Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)
Os resultados obtidos revelaram que o nível atual de aragonito é cinco vezes menor que o verificado na fase pré-industrial. De acordo com a pesquisa, essa redução pode representar uma queda de 15% na calcificação de corais e moluscos. Já nos próximos 90 anos, a redução da calcificação pode cair 40% em relação aos valores pré-industriais, considerando o contínuo uso de combustíveis fósseis, que emitem CO2.
“Em algumas regiões, as mudanças na acidez do oceano provocadas pelo homem desde a Revolução Industrial são cem vezes maiores que as mudanças naturais verificadas entre a última Era Glacial e os tempos pré-industriais”, disse Tobias Friedrich, um dos cientistas que lideraram a pesquisa, em material de divulgação.
Segundo ele, após o fim do último período glacial, a concentração de CO2 atmosférico aumentou de 190 partes por milhão (ppm) para 280 ppm ao longo de seis mil anos. Assim, os ecossistemas marinhos tiveram tempo suficiente para se adaptar. Já o aumento para o nível atual, de 392 ppm, levou apenas entre 100 e 200 anos, prejudicando a vida marinha.
De acordo com a pesquisa, os corais são vistos em locais com concentração de aragonito presentes em 50% do oceano atualmente. Até o final do século 21, essas condições seriam encontradas em apenas 5%.
“Nosso estudo sugere que severas reduções devem ocorrer na diversidade, complexidade e resistência dos corais até metade deste século”, afirmou o co-autor do estudo, Alex Timmermann.
Fonte: Terra
O aumento da acidez dos oceanos verificado nos últimos 100 a 200 anos foi muito maior que as transformações que ocorreriam naturalmente, sem a interferência da ação do homem. A conclusão é de um time de cientistas internacionais ligados ao Centro de Pesquisa Internacional do Pacífico, da Universidade do Havaí, em um estudo publicado neste domingo (22), na "Nature Climate Change".
De acordo com a pesquisa, cerca de 65% do gás proveniente de atividades humanas entram no mar e, em contato com a água salgada, aumentam sua acidez. O fenômeno reduz a taxa de calcificação de organismos marinhos, como corais e moluscos.
Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons )Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)
As conclusões do estudo são baseadas em simulações de condições do clima e do oceano verificadas na Terra nos últimos 21 mil anos, desde a última Era Glacial até o século 21. Durante as simulações, os pesquisadores analisaram o nível de concentração do aragonito, um tipo de carbonato de sódio que ajuda a medir a acidez dos oceanos. Quanto mais ácida é a água do mar, menor é a quantidade de aragonito.
Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)
Os resultados obtidos revelaram que o nível atual de aragonito é cinco vezes menor que o verificado na fase pré-industrial. De acordo com a pesquisa, essa redução pode representar uma queda de 15% na calcificação de corais e moluscos. Já nos próximos 90 anos, a redução da calcificação pode cair 40% em relação aos valores pré-industriais, considerando o contínuo uso de combustíveis fósseis, que emitem CO2.
“Em algumas regiões, as mudanças na acidez do oceano provocadas pelo homem desde a Revolução Industrial são cem vezes maiores que as mudanças naturais verificadas entre a última Era Glacial e os tempos pré-industriais”, disse Tobias Friedrich, um dos cientistas que lideraram a pesquisa, em material de divulgação.
Segundo ele, após o fim do último período glacial, a concentração de CO2 atmosférico aumentou de 190 partes por milhão (ppm) para 280 ppm ao longo de seis mil anos. Assim, os ecossistemas marinhos tiveram tempo suficiente para se adaptar. Já o aumento para o nível atual, de 392 ppm, levou apenas entre 100 e 200 anos, prejudicando a vida marinha.
De acordo com a pesquisa, os corais são vistos em locais com concentração de aragonito presentes em 50% do oceano atualmente. Até o final do século 21, essas condições seriam encontradas em apenas 5%.
“Nosso estudo sugere que severas reduções devem ocorrer na diversidade, complexidade e resistência dos corais até metade deste século”, afirmou o co-autor do estudo, Alex Timmermann.
Fonte: Terra
SP deixa de fornecer sacolas plásticas essa semana
Na quarta-feira (25), pelo menos 80% dos supermercados do Estado de São Paulo deixarão de fornecer sacolas plásticas para seus clientes. Caixas de papelão e sacolas retornáveis são as opções mais comuns oferecidas pelas redes. Quem quiser, também poderá adquirir sacolas biodegradáveis por cerca de 0,20 centavos.
A iniciativa de tirar as sacolas dos caixas é fruto de um acordo entre a Associação Paulista dos Supermercados (Apas) e o governo do Estado de São Paulo. Preferiu-se este caminho à adoção de uma lei. "Optamos pelo diálogo com o setor", afirma o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas.
"O acordo é voluntário por parte das redes", diz Covas. Ele recorda que algumas cidades, como Jundiaí, chegaram a aprovar legislações para proibir as sacolas, mas foram julgadas inconstitucionais. No caso de Jundiaí, a prefeitura assinou depois um acordo com os supermercados locais e obteve o resultado que não alcançara com a lei.
Para ambientalistas e gestores públicos, a medida tem um importante valor simbólico. Apesar de as sacolas só representarem uma pequena parcela do volume total de lixo descartado, têm o mérito de trazer para o cotidiano das pessoas a preocupação com a sustentabilidade, aponta Fernanda Daltro, gerente de consumo sustentável do Ministério do Meio Ambiente. "As pessoas aprenderão a separar o lixo seco do úmido, que é o que realmente precisa da sacola plástica para não fazer sujeira."
Outro lado. "Essa lei foi aprovada por interesse econômico (dos supermercados) e não ambiental ou social", critica Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, entidade que representa institucionalmente o setor dos plásticos. Ele estima em R$ 500 milhões a economia das redes com a restrição. "Vão repassar essa economia para os clientes? Duvido."
Ligia Korkes, gerente de Sustentabilidade do Grupo Pão de Açúcar - dono da rede homônima e do Extra -, afirma que o dinheiro obtido com a economia das sacolas plásticas e com a venda das sacolas retornáveis será revertido para ações de sustentabilidade do grupo.
Fonte:http://planetasustentavel.abril.com.br/
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Mais de 90 baleias-piloto encalham na Nova Zelândi
Mais de 90 baleias-piloto foram encontradas encalhadas na Nova Zelândia, o terceiro fato do tipo durante este verão, informam as autoridades locais.
Os cetáceos foram descobertos na manhã desta segunda-feira por um avião que sobrevoava uma remota praia de Golden Bay, ao norte das ilhas do Sul.
O dispositivo de resgate tentou que as baleias retornassem para águas mais profundas, embora a "confusão" dos mamíferos e a maré baixa tenha impedido o resgate, disse John Mason, diretor do Departamento de Conservação (DOC) da Nova Zelândia
Cerca de 50 pessoas, dez trabalhadores do DOC e 40 voluntários, foram para a região para manter os animais com vida, enquanto se espera a alta da maré para retomar as operações de resgate.
O diretor do organismo conservacionista explicou que é "incomum" que aconteçam três eventos do mesmo tipo durante um mesmo verão.
Fonte: www.1.folha.uol.com.br
Os cetáceos foram descobertos na manhã desta segunda-feira por um avião que sobrevoava uma remota praia de Golden Bay, ao norte das ilhas do Sul.
O dispositivo de resgate tentou que as baleias retornassem para águas mais profundas, embora a "confusão" dos mamíferos e a maré baixa tenha impedido o resgate, disse John Mason, diretor do Departamento de Conservação (DOC) da Nova Zelândia
Cerca de 50 pessoas, dez trabalhadores do DOC e 40 voluntários, foram para a região para manter os animais com vida, enquanto se espera a alta da maré para retomar as operações de resgate.
O diretor do organismo conservacionista explicou que é "incomum" que aconteçam três eventos do mesmo tipo durante um mesmo verão.
Fonte: www.1.folha.uol.com.br
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Saiba como evitar e o que fazer em caso de acidentes com animais
Ir à praia ou ao rio com maior frequência no verão traz, além de uma preocupação constante com a pele e o protetor solar, um aumento do risco de acidentes com animais aquáticos.
Segundo o dermatologista Vital Haddad Júnior, um em cada mil acidentes ou atendimentos de urgência nas cidades litorâneas é causado por espécies marinhas. A metade dos casos é por espinhos de ouriços do mar, ¼ é por queimadura de caravelas e águas-vivas e o outro ¼ é por contato com peixes venenosos (como bagres, arraias e peixes-escorpião).
Mas acidentes com animais estão no dia a dia de todo mundo: vão desde picadas de pernilongos, abelhas ou formigas até mordidas de cachorro. Isso sem falar no veneno de aranhas e escorpiões, que pode ser fatal.
Pessoas alérgicas insetos devem redobrar os cuidados. Por isso, Haddad Júnior e a infectologista Rosana Richtmann ensinaram no Bem Estar desta quarta (18) a se prevenir de acidentes com animais e o que fazer se o problema já tiver ocorrido.
Usar luvas, botas e roupas especiais em situações potenciais, como lugares de maior vegetação, pode ajudar muito. No caso dos pernilongos, repelentes e mosquiteiros também são ótimos.
Saiba o que fazer especificamente em cada um dos casos abaixo:
Picada de abelha ou marimbondo
Por que ocorre?
- Atacam principalmente quando são perturbados, como forma de defesa
- Ambos têm um ferrão no abdômen, semelhante ao de algumas formigas
O que causa?
- Ataques de enxames podem ser fatais, por falência renal ou cardíaca
- O veneno pode provocar reações locais, como dor, edema, vermelhidão, bolinhas e placas na pele
- Em pessoas alérgicas, as picadas podem levar a um choque anafilático e até matar
O que fazer?
- Se for apenas uma picada, faça compressa com água fria para aliviar a inflamação
- Caso sejam várias, procure um médico para retirar os ferrões
- Ao espantar uma abelha, faça movimentos lentos e sem afobação. Jamais toque nela, para não despertar a reação de defesa
Picada de escorpião
O que causa?
- Dor no local, com boa melhora na maioria dos casos
- Crianças podem ter manifestações graves pelo veneno
O que fazer?
- Aplicar compressas quentes e tomar analgésicos para aliviar a dor até chegar a um serviço de saúde
- No pronto-socorro ou hospital, será avaliada a necessidade de soro
Picada de aranha
Quais são perigosas?
- As caranguejeiras e tarântulas, apesar de muito comuns, não causam envenenamento. As que fazem teia áreas geométricas, muitas encontradas nas casas, também não oferecem risco
- As mais perigosas são: a aranha-marrom, a “armadeira” e a “viúva-negra”. A primeira é mais comum no Sul, a segunda no Sudeste e a terceira, no Nordeste
O que causa?
- Dependendo da aranha, pode haver inchaço, vermelhidão, dor local acompanhada de contrações musculares, febre, agitação, sudorese e até choque anafilático
O que fazer?
- Aplicar compressa de água quente e tomar analgésico contra a dor
- Não fazer torniquete ou garrote, para não reter a toxina num local específico
Picada de formiga
O que causa?
- O tipo “lava-pé”, encontrado em todo o Brasil, provoca envenenamento e reação alérgica ao injetar veneno por um ferrão no abdômen
- Deixa uma placa vermelha na pele, que depois se transforma em pequenas bolhas com pus
- Pode causar acidentes graves em crianças e pessoas alcoolizadas, pois uma única formiga ataca cerca de dez vezes
- Outra formiga perigosa é a tocandira, cujo veneno dá dor profunda, que se expande por todo o membro e permanece forte por 24h a 48h. O envenenamento provoca sudorese, mal-estar, diarreia, calafrios e vômitos
O que fazer?
- Aplicar compressa fria e passar pomada com corticoide ou cloridrato de prometasina, sob orientação médica
- Pacientes com histórico de alergia a formigas devem procurar um pronto-socorro imediatamente
Acidente com lagarta
- As lagartas ou taturanas perigosas são as que têm cerdas repletas de toxinas
O que causa?
- Os sintomas são dor intensa, vermelhidão e inchaço. Existe um gênero de lagarta chamado Lonomia que, além de inflamação no local, pode desencadear distúrbios de coagulação e sangramento, podendo levar à morte
O que fazer?
- Procure um médico, pois o envenenamento provoca uma dor intensa e, no caso das crianças, é muito agressiva
- O Instituto Butantan produz um soro para esse tipo de acidente
Acidente com besouro
- Existem duas famílias de besouros no Brasil, capazes de provocar acidentes em seres humanos por meio de substâncias químicas eliminadas quando o animal é esmagado
O que causa?
- Esses compostos irritam a pele e as mucosas, dão vermelhidão, bolhas, ardor e coceira
- Acidentes são muito comuns nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, mas podem acontecer em todo o país
O que fazer?
- Lavar o local com água e sabão
Acidente com piolho-de-cobra
- São animais com dois pares de patas em cada segmento corporal. Têm estrutura semelhante às lacraias e centopéias, que costumam se refugiar em ambientes escuros, como sapatos
O que causa?
- Não têm presas e, quando são esmagados, liberam toxinas que podem provocar inflamação e pigmentação escura na pele. Se entrar em contato com os olhos, pode cegar
O que fazer?
- Lavar o local com água e sabão
Acidente com lacraia
As lacraias costumam ficar em locais quentes e onde há lixo. Injetam um veneno presente em glândulas do tronco
O que causa?
- Dor, vermelhidão e inchaço no local. Em casos mais raros, pode dar dor de cabeça, mal-estar, ansiedade e vertigem
- Os casos não costumam ser graves
O que fazer?
- Aplicar compressa de água fria e lavar o local com água e sabão
- Contra a dor, os médicos orientam o paciente a tomar analgésicos
Fonte: g1.blobo.com
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Carne artificial pode começar a ser produzida ainda em 2012
Cientistas holandeses podem ter descoberto método de criar alimentos artificiais, que não afetariam o meio ambiente.
Segundo informações da revista científica Food Safety News, pesquisadores da Universidade de Maastricht, na Holanda, teriam descoberto uma maneira de criar carne artificial em laboratório. O alimento artificial, além de ser capaz de resolver o problema da fome no mundo, também diminuiria os impactos no meio ambiente por reduzir o sofrimento dos animais. Segundo Mark Post, líder do projeto, a expectativa é iniciar a produção ainda em 2012.
Criada a partir de células musculares, a carne artificial é parte de uma iniciativa financiada pelo governo holandês. O grupo de Post também recebeu uma doação anônima no valor de 300 mil euros e tem como grande desafio descobrir uma forma de produzir o produto para distribui-lo em grande escala e reduzir os custos de fabricação.
A Universidade de Maastricht, porém, não é o único local onde pesquisas sobre o assunto estão sendo realizadas. Mais de 30 equipes de pesquisadores de carne artificial estão espalhadas pelo mundo, E uma delas está localizada no Brasil e é liderada pelo cientista Vladimir Mironov. O grupo PETA, que luta pelos direitos dos animais, ainda oferece uma recompensa de US$ 1 milhão para o cientista que conseguir produzir carne de frango em laboratório até 2016.
Fonte: http://www.tecmundo.com.br/
Segundo informações da revista científica Food Safety News, pesquisadores da Universidade de Maastricht, na Holanda, teriam descoberto uma maneira de criar carne artificial em laboratório. O alimento artificial, além de ser capaz de resolver o problema da fome no mundo, também diminuiria os impactos no meio ambiente por reduzir o sofrimento dos animais. Segundo Mark Post, líder do projeto, a expectativa é iniciar a produção ainda em 2012.
Criada a partir de células musculares, a carne artificial é parte de uma iniciativa financiada pelo governo holandês. O grupo de Post também recebeu uma doação anônima no valor de 300 mil euros e tem como grande desafio descobrir uma forma de produzir o produto para distribui-lo em grande escala e reduzir os custos de fabricação.
A Universidade de Maastricht, porém, não é o único local onde pesquisas sobre o assunto estão sendo realizadas. Mais de 30 equipes de pesquisadores de carne artificial estão espalhadas pelo mundo, E uma delas está localizada no Brasil e é liderada pelo cientista Vladimir Mironov. O grupo PETA, que luta pelos direitos dos animais, ainda oferece uma recompensa de US$ 1 milhão para o cientista que conseguir produzir carne de frango em laboratório até 2016.
Fonte: http://www.tecmundo.com.br/
Excesso de CO2 na água afetaria sistema nervoso de peixes, diz estudo
As crescentes emissões de dióxido de carbono podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central dos peixes marinhos, com sérias consequências para a sua sobrevivência, revelou um estudo publicado nesta semna pela revista científica "Nature Climate Change".
Segundo a pesquisa, as concentrações de dióxido de carbono estimadas para o fim deste século interferirão na habilidade dos peixes de ouvir, cheirar, se virar e escapar de predadores.
O ARC, Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral, informou que testa o desempenho de bebês de peixes coralinos na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido por vários anos.
"E agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência", disse Phillip Munday, professor que divulgou as descobertas.
Habilidades de ouvir, cheirar e escapar de predadores sofrem alterações. Testes foram realizados com filhotes
de peixes coralinos.
Mudanças de comportamento
Na pesquisa científica, Munday e seus colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.
"Nós descobrimos que altas concentrações de dióxido de carbono nos oceanos podem interferir diretamente nas funções dos neurotransmissores dos peixes, o que representa uma ameaça direta e antes desconhecida à vida marinha", afirmou Munday.
A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de filhotes de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2. Eles descobriram que enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes demonstraram um desgaste muito maior.
"Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dficuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador", disse Munday.
A equipe, então, examinou se a audição dos peixes - usada para localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia - tinha sido afetada. "A resposta é sim, foi. Eles ficaram confusos e deixaram de evitar sons coralinos durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores", acrescentaram os estudiosos.
Direção
O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido.
"Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas ao contrário, que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central como um todo", acrescentou.
Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 se dissolvem nos oceanos do mundo todo ano, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.
Fonte: Terra
Segundo a pesquisa, as concentrações de dióxido de carbono estimadas para o fim deste século interferirão na habilidade dos peixes de ouvir, cheirar, se virar e escapar de predadores.
O ARC, Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral, informou que testa o desempenho de bebês de peixes coralinos na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido por vários anos.
"E agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência", disse Phillip Munday, professor que divulgou as descobertas.
Habilidades de ouvir, cheirar e escapar de predadores sofrem alterações. Testes foram realizados com filhotes
de peixes coralinos.
Mudanças de comportamento
Na pesquisa científica, Munday e seus colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.
"Nós descobrimos que altas concentrações de dióxido de carbono nos oceanos podem interferir diretamente nas funções dos neurotransmissores dos peixes, o que representa uma ameaça direta e antes desconhecida à vida marinha", afirmou Munday.
A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de filhotes de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2. Eles descobriram que enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes demonstraram um desgaste muito maior.
"Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dficuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador", disse Munday.
A equipe, então, examinou se a audição dos peixes - usada para localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia - tinha sido afetada. "A resposta é sim, foi. Eles ficaram confusos e deixaram de evitar sons coralinos durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores", acrescentaram os estudiosos.
Direção
O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido.
"Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas ao contrário, que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central como um todo", acrescentou.
Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 se dissolvem nos oceanos do mundo todo ano, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.
Fonte: Terra
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Dióxido de carbono afeta o cérebro dos peixes, diz estudo
As crescentes emissões de dióxido de carbono podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central dos peixes marinhos, com sérias consequências para a sua sobrevivência, indica um estudo publicado nesta segunda-feira.
Segundo a pesquisa, as concentrações de dióxido de carbono estimadas para o fim deste século interferirão na habilidade dos peixes de ouvir, cheirar, se virar e escapar de predadores. O ARC, Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral, informou que está testando o desempenho de bebês de peixes coralinos na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido por vários anos.
"E agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência", disse Phillip Munday, professor que divulgou as descobertas.
Em artigo publicado na revista Nature Climate Change, Munday e seus colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.
"Nós descobrimos que altas concentrações de CO2 nos oceanos podem interferir diretamente nas funções dos neurotransmissores dos peixes, o que representa uma ameaça direta e antes desconhecida à vida marinha", afirmou Munday.
A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de filhotes de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2. Eles descobriram que enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes demonstraram um desgaste muito maior.
"Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dficuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador", disse Munday.
A equipe, então, examinou se a audição dos peixes - usada para localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia - tinha sido afetada. "A resposta é sim, foi. Eles ficaram confusos e deixaram de evitar sons coralinos durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores", acrescentaram os estudiosos.
O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido. "Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas ao contrário, que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central como um todo", acrescentou.
Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 se dissolvem nos oceanos do mundo todo ano, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.
Fonte: Terra
Segundo a pesquisa, as concentrações de dióxido de carbono estimadas para o fim deste século interferirão na habilidade dos peixes de ouvir, cheirar, se virar e escapar de predadores. O ARC, Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral, informou que está testando o desempenho de bebês de peixes coralinos na água do mar com altos níveis de dióxido de carbono dissolvido por vários anos.
"E agora está bem claro que eles sofrem uma alteração significativa em seu sistema nervoso central, podendo prejudicar suas chances de sobrevivência", disse Phillip Munday, professor que divulgou as descobertas.
Em artigo publicado na revista Nature Climate Change, Munday e seus colegas também detalharam o que afirmam ser a primeira evidência no mundo de que os níveis de CO2 na água do mar afetam um receptor cerebral chave nos peixes, provocando mudanças marcantes em seu comportamento e habilidades sensoriais.
"Nós descobrimos que altas concentrações de CO2 nos oceanos podem interferir diretamente nas funções dos neurotransmissores dos peixes, o que representa uma ameaça direta e antes desconhecida à vida marinha", afirmou Munday.
A equipe de cientistas começou a estudar o comportamento de filhotes de peixe-palhaço e peixes-donzela ao lado de seus predadores em um ambiente de água enriquecida com CO2. Eles descobriram que enquanto os predadores eram pouco afetados, os filhotes demonstraram um desgaste muito maior.
"Nosso trabalho inicial demonstrou que o sentido do olfato em filhotes de peixes foi afetado pela presença de mais CO2 na água, o que significa que eles tiveram mais dficuldade de localizar um coral para se abrigar ou detectar o odor de alerta de um peixe predador", disse Munday.
A equipe, então, examinou se a audição dos peixes - usada para localizar e ocupar recifes à noite e evitá-los durante o dia - tinha sido afetada. "A resposta é sim, foi. Eles ficaram confusos e deixaram de evitar sons coralinos durante o dia. Ser atraído pelos corais à luz do dia os tornaria presas fáceis para os predadores", acrescentaram os estudiosos.
O estudo mostrou, ainda, que os peixes também tendem a perder o instinto natural de virar para a direita ou a esquerda, um importante fator de comportamento adquirido. "Tudo isto nos levou a suspeitar que o que estava acontecendo não era simplesmente um dano ao seus sentidos individuais, mas ao contrário, que níveis mais altos de dióxido de carbono estavam afetando o sistema nervoso central como um todo", acrescentou.
Munday afirmou que 2,3 bilhões de toneladas de emissões de CO2 se dissolvem nos oceanos do mundo todo ano, provocando mudanças na química da água na qual vivem os peixes e outras espécies.
Fonte: Terra
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
10 países que estão esquentando (e muito) o planeta
Levantamento da Maplecroft divulgado na COP17 lista os países que mais emitem gases de efeito estufa, os vilões do aquecimento global. Juntos, eles respondem por 2/3 das emissões mundiais; Brasil aparece em sexto lugar
1 - CHINA
No topo da lista, a China registrou só no ano passado um aumento de 10,4% de suas emissões de CO2-equivalente (CO2e), medida que combina dióxido de carbono (CO2) com outros gases que absorvem e apreendem a radiação, como metano e óxido nitroso, ajudando a esquentar o planeta.
Em 2010, o gigante emergente produziu 9.441 megatoneladas de CO2-equivalente (CO2e). Segundo levantamento da firma de risco britânica Maplecroft, a maior parte das emissões do país vem da crescente demanda de energia, intensamente dependente dos combustíveis fósseis, especialmente carvão. Embora o uso de energia renovável no país esteja aumentando, ele ainda é ofuscado pela produção e consumo de energia suja.
2 - ESTADOS UNIDOS
Entre os países desenvolvidos, os EUA são os que mais poluem. Em 2010, foram emitidos 6.538 megatoneladas de CO2e. Segundo o levantamento, os EUA são os recorditas em taxas de emissões de CO2 per capita.
Apesar disso, o assunto não preocupa muito a população. Um estudo recente mostrou que o ceticismo sobre aquecimento global é forte por lá - apenas 53% dos americanos consideram o fenômeno uma ameaça séria. O país também está no bloco de nações resistentes a um acordo global legalmente vinculante para cortar as emissões de CO2, assim como a China.
3 - ÍNDIA
Segundo país mais populoso do mundo e o segundo mais poluidor entre os BRICs, a India fica em terceiro lugar no ranking de emissões globais de gases efeito estufa, produzindo 2.272 megatoneladas de CO2 equivalente.
O país consome grandes quantidades de combustíveis fósseis baratos, como carvão, que contribuem fortemente para as altas emissões. Além disso, a India produz outros vilões do aquecimento global, como o gás metano (CH4), oriundo da pecuária.
4 - RÚSSIA
Em quarto lugar, aparece a Rússia, com 1.963 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o relatório, apesar das emissões russas terem declinado nos anos 1990, após o colapso da União Soviética que gerou uma baixa no crescimento industrial, o país ainda se mantém como um produtor significativo de gases efeito estufa. Entre, os BRICS, ele é o terceiro maior emissor.
5 - JAPÃO
No ranking da Maplecroft, o Japão aparece na quinta posição, com emissões globais de 1.203 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o estudo, apesar do país empreender esforços para reduzir suas emissões de gases efeito estufa, há temores de que preocupações com a segurança energética, principalmente após o acidente nuclear de Fukushima, possa fazer com que o país recorra, no curto prazo, a fontes de combustíveis fósseis, levando a um aumento das emissões de carbono do país.
6 - BRASIL
Entre os BRICS, o Brasil é o que apresenta menores emissões, mas no mundo, somos o sexto país que mais jorra na atmosfera gases de efeito estufa, com 1.144 megatoneladas de CO2 equivalente. A maior parte disso tem origem na agropecuária e agricultura, que geram grandes quantidades de metano e óxido nitroso.
A conta não considera as emissões do desmatamento. O relatório destaca ainda que o Brasil está buscando reduzir seu impacto e que em recente "gesto político", concordou em reduzir suas emissões de GEE entre 38% e 42% para 2020 com base nos níveis atuais.
7 - ALEMANHA
Em sétimo lugar aparece a Alemanha, principal emissor de GEE na União Europeia e sua maior economia. O estudo destaca que o país vive um crescimento que impulsiona a industria da construção civil, atividade que acaba elevando a pegada de carbono.
A maior parte do CO2 vem da produção de energia e da queima de combustíveis fósseis. O documento destaca, no entanto, que a Alemnha conseguiu uma queda de 22% nas emissões de GEE entre 1990 e 2008, no cumprimento dos objetivos do Protocolo de Kioto.
8 - CANADÁ
Em oitava posição, o Canadá é outro que está aquecendo o planeta. O país viu suas emissões de GEE aumentarem de forma acentuada durante o período de 1990-2005, segundo um estudo da "Statistics Canada".
Apesar de representar apenas 0,5% da população mundial, o Canadá produz cerca de 2% das emissões globais. Na reunião da COP17, o país ameaçou sair do Protocolo de Quioto, que segundo seu ministro do meio ambiente, teria se tornado uma "coisa do passado".
9 - MÉXICO
Em nono lugar, surge o México, o segundo maior emissor de gases efeitos estufa na América Latina, depois do Brasil. Segundo o relatório, apesar das dificuldade do país em controlar e monitorar suas emissões, ele tem assumido uma atitude proativa para combater o aquecimento global. O México ratificou o Protocolo de Kioto, com a promessa de reduzir em 30% suas emissões em 2020, com base nos valores atuais, e também apoia a criação de um fundo climático.
10 - IRÃ
No Oriente Médio, o Irã é o país com as maiores emissões de GEE. Sem surpresas, a forte dependência de combustíveis fósseis e a grande produção de petróleo e gás são os vilões ambientais da região, mas também formam a base de sua economia. O preço a se pagar é alto. Segundo o estudo, o país está entre os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, sendo alvo de secas e enchentes constantes.
Fonte: www.planetasustentavel.abril.com.br
1 - CHINA
No topo da lista, a China registrou só no ano passado um aumento de 10,4% de suas emissões de CO2-equivalente (CO2e), medida que combina dióxido de carbono (CO2) com outros gases que absorvem e apreendem a radiação, como metano e óxido nitroso, ajudando a esquentar o planeta.
Em 2010, o gigante emergente produziu 9.441 megatoneladas de CO2-equivalente (CO2e). Segundo levantamento da firma de risco britânica Maplecroft, a maior parte das emissões do país vem da crescente demanda de energia, intensamente dependente dos combustíveis fósseis, especialmente carvão. Embora o uso de energia renovável no país esteja aumentando, ele ainda é ofuscado pela produção e consumo de energia suja.
2 - ESTADOS UNIDOS
Entre os países desenvolvidos, os EUA são os que mais poluem. Em 2010, foram emitidos 6.538 megatoneladas de CO2e. Segundo o levantamento, os EUA são os recorditas em taxas de emissões de CO2 per capita.
Apesar disso, o assunto não preocupa muito a população. Um estudo recente mostrou que o ceticismo sobre aquecimento global é forte por lá - apenas 53% dos americanos consideram o fenômeno uma ameaça séria. O país também está no bloco de nações resistentes a um acordo global legalmente vinculante para cortar as emissões de CO2, assim como a China.
3 - ÍNDIA
Segundo país mais populoso do mundo e o segundo mais poluidor entre os BRICs, a India fica em terceiro lugar no ranking de emissões globais de gases efeito estufa, produzindo 2.272 megatoneladas de CO2 equivalente.
O país consome grandes quantidades de combustíveis fósseis baratos, como carvão, que contribuem fortemente para as altas emissões. Além disso, a India produz outros vilões do aquecimento global, como o gás metano (CH4), oriundo da pecuária.
4 - RÚSSIA
Em quarto lugar, aparece a Rússia, com 1.963 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o relatório, apesar das emissões russas terem declinado nos anos 1990, após o colapso da União Soviética que gerou uma baixa no crescimento industrial, o país ainda se mantém como um produtor significativo de gases efeito estufa. Entre, os BRICS, ele é o terceiro maior emissor.
5 - JAPÃO
No ranking da Maplecroft, o Japão aparece na quinta posição, com emissões globais de 1.203 megatoneladas de CO2 equivalente. Segundo o estudo, apesar do país empreender esforços para reduzir suas emissões de gases efeito estufa, há temores de que preocupações com a segurança energética, principalmente após o acidente nuclear de Fukushima, possa fazer com que o país recorra, no curto prazo, a fontes de combustíveis fósseis, levando a um aumento das emissões de carbono do país.
6 - BRASIL
Entre os BRICS, o Brasil é o que apresenta menores emissões, mas no mundo, somos o sexto país que mais jorra na atmosfera gases de efeito estufa, com 1.144 megatoneladas de CO2 equivalente. A maior parte disso tem origem na agropecuária e agricultura, que geram grandes quantidades de metano e óxido nitroso.
A conta não considera as emissões do desmatamento. O relatório destaca ainda que o Brasil está buscando reduzir seu impacto e que em recente "gesto político", concordou em reduzir suas emissões de GEE entre 38% e 42% para 2020 com base nos níveis atuais.
7 - ALEMANHA
Em sétimo lugar aparece a Alemanha, principal emissor de GEE na União Europeia e sua maior economia. O estudo destaca que o país vive um crescimento que impulsiona a industria da construção civil, atividade que acaba elevando a pegada de carbono.
A maior parte do CO2 vem da produção de energia e da queima de combustíveis fósseis. O documento destaca, no entanto, que a Alemnha conseguiu uma queda de 22% nas emissões de GEE entre 1990 e 2008, no cumprimento dos objetivos do Protocolo de Kioto.
8 - CANADÁ
Em oitava posição, o Canadá é outro que está aquecendo o planeta. O país viu suas emissões de GEE aumentarem de forma acentuada durante o período de 1990-2005, segundo um estudo da "Statistics Canada".
Apesar de representar apenas 0,5% da população mundial, o Canadá produz cerca de 2% das emissões globais. Na reunião da COP17, o país ameaçou sair do Protocolo de Quioto, que segundo seu ministro do meio ambiente, teria se tornado uma "coisa do passado".
9 - MÉXICO
Em nono lugar, surge o México, o segundo maior emissor de gases efeitos estufa na América Latina, depois do Brasil. Segundo o relatório, apesar das dificuldade do país em controlar e monitorar suas emissões, ele tem assumido uma atitude proativa para combater o aquecimento global. O México ratificou o Protocolo de Kioto, com a promessa de reduzir em 30% suas emissões em 2020, com base nos valores atuais, e também apoia a criação de um fundo climático.
10 - IRÃ
No Oriente Médio, o Irã é o país com as maiores emissões de GEE. Sem surpresas, a forte dependência de combustíveis fósseis e a grande produção de petróleo e gás são os vilões ambientais da região, mas também formam a base de sua economia. O preço a se pagar é alto. Segundo o estudo, o país está entre os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, sendo alvo de secas e enchentes constantes.
Fonte: www.planetasustentavel.abril.com.br
Senado aprova novo Código Florestal; entenda as principais mudanças

Modificada, texto agora volta para a análise da Câmara e depois segue para a sanção de Dilma Rousseff.
O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira o texto-base do polêmico novo Código Florestal, colocando na reta final um processo que se arrasta há meses e vem causando discórdia entre políticos, ambientalistas, ruralistas e acadêmicos.
O texo foi aprovado no plenário por 59 votos contra 7. O relator, Jorge Viana (PT-AC), acatou 26 das 78 dezenas emendas ao texto-base, que ainda serão discutidas antes de serem votadas, algumas em separado.
O texto, modificado, volta agora para a análise da Câmara, que já havia aprovado em maio a versão do deputado e hoje ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Depois da votação dos deputados, ele seguirá para sanção presidencial.
Enquanto muitos senadores elogiaram o projeto organizado pelos relatores Luiz Henrique da Silveira (senador PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), ambientalistas organizaram protestos em Brasília, na tentativa de pressionar a presidente Dilma Rousseff a vetar a lei.
O novo Código Florestal, que determina como será a exploração das terras e a preservação das áreas verdes do país, está envolto de polêmicas. Entenda as principais delas:
O que é o Código Florestal?
Criado em 1965, o Código Florestal regulamenta a exploração da terra no Brasil, baseado no fato de que ela é bem de interesse comum a toda a população.
Ele estabelece parâmetros e limites para preservar a vegetação nativa e determina o tipo de compensação que deve ser feito por setores que usem matérias-primas, como reflorestamento, assim como as penas para responsáveis por desmate e outros crimes ambientais relacionados.
Sua elaboração durou mais de dois anos e foi feita por uma equipe de técnicos.
Por que ele precisa ser alterado?
Ambientalistas, ruralistas e cientistas concordam que ele precisa ser atualizado, para se adaptar à realidade brasileira e mundial e também porque foi modificado várias vezes por decreto e medidas provisórias.
Uma das urgências citadas pelos três grupos é a necessidade de incluir incentivos, benefícios e subsídios para quem preserva e recupera a mata, como acontece na maioria dos países que vem conseguindo avançar nessa questão ambiental.
Quais as novidades do novo Código Florestal?
Desde que foi apresentado pela primeira vez, o projeto de lei sofreu diversas modificações.
As principais diferenças entre o atual projeto e o código antigo dizem respeito:
À área de terra em que será permitido ou proibido o desmate: uma das principais alterações eleva de 20% ou 35% para até 50% a área de conservação obrigatória em determinados cenários. Ao tipo de cultivo permitido em áreas protegidas: no novo código, atividades enquadradas como de 'interesse social', de 'utilidade pública' e de 'baixo impacto' estão liberadas. Alguns setores, como o dos produtores de cacau, querem ser encaixados nesses parâmetros. À recomposição das Áreas de Preservação Permanente (APPs, leia mais abaixo): a autorização para compensar desmatamento ilegal (realizado antes de 2008) passa a ser válida também para os grandes produtores. À anistia: um novo grupo de agricultores pode ficar isento de recompor áreas preservadas que desmatarem se suas propriedades tiverem até quatro módulos fiscais (ler abaixo) Entre as emendas e destaques propostos pelos senadores e efetivamente acatados, quais os mais relevantes?
Um dos destaques determina que áreas desmatadas irregularmente até 2008, em geral, não podem ser consideradas consolidadas, como previa o texto original.
Isso quer dizer que esse tipo de desmatador não pode ser anistiado e deve recuperar as áreas de preservação desmatadas. O mesmo vale para os responsáveis por áreas que foram alvos de queimadas.
Qual a avaliação que ruralistas fazem do novo Código?
Durante o processo, líderes da bancada ruralista apresentaram restrições ao texto, como a defesa de que todas as pequenas propriedades pudessem receber os benefícios previstos no Código e não apenas aquelas que se encaixam no conceito de agricultura familiar, ou seja, no qual apenas membros da família trabalham.
Apesar de tais restrições, os representantes do setor comemoraram o conteúdo do atual texto, já que acreditam que o antigo Código era obsoleto por ter sido criado quando agricultura e pecuária tinham baixa produtividade.
Em entrevista à BBC Brasil, Assuero Veronez, vice-presidente do CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária), disse que a votação do novo Código foi um 'calvário' e que antiga lei prejudicava o país, atrapalhando o desenvolvimento da nação.
O que dizem ambientalistas e acadêmicos?
Boa parte das ONGs de defesa do meio ambiente e especialistas na área rebate a tese dos ruralistas, afirmando que as terras já exploradas são suficientes para dobrar a produção, bastando para isso aumentar a eficiência das lavouras e dos pastos por meio de tecnologia sustentável.
Para os ambientalistas, o novo Código abre brechas para aumentar o desmatamento e pode pôr em risco fenômenos naturais como o ciclo das chuvas e dos ventos, a proteção do solo, a polinização, o controle natural de pragas, a biodiversidade, entre outros. Tal desequilíbrio prejudicaria até mesmo a produção agropecuária.
Eles também acreditam que a lei não vai coibir desmatamento. Para Ricardo Ribeiro Rodrigo, pesquisador da Esalq e membro da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), um dos pontos mais graves é o perdão, em vários níveis, a quem desmatou ilegalmente no passado e a autorização de atividades agropecuárias ou de turismo em Áreas de Preservação Permamente. A permissão para que produtores reponham áreas desmatadas em outras regiões do bioma também é alvo de críticas.
O que são as APPs, um dos principais pontos de discórdia?
As chamadas Áreas de Preservação Permamente (APPs) são os terrenos mais vulneráveis em propriedades particulares rurais ou urbanas. Como têm uma maior probabilidade de serem palco de deslizamento, erosão ou enchente, devem ser protegidas.
É o caso das margens de rios e reservatórios, topos de morros, encostas em declive ou matas localizadas em leitos de rios e nascentes. A polêmica se dá porque o projeto flexibiliza a extensão e o uso dessas áreas, especialmente nas margens de rios já ocupadas.
Qual a diferença entre APP e Reserva Legal?
A Reserva Legal é o pedaço de terra dentro de cada propriedade rural - descontando a APP - que deveria manter a vegetação original para garantir a biodiversidade da área, protegendo sua fauna e flora. Sua extensão varia de acordo com a região do país: 80% do tamanho da propriedade na Amazônia, 35% no Cerrado nos Estados da Amazônia Legal e 20% no restante do território.
O que é um módulo fiscal?
É uma unidade de medida determinada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que varia de acordo com o estado. Ele pode medir de 5 a 110 hectares. Em Brasília, por exemplo, um módulo fiscal equivale a 20 hectares, enquanto no Acre é de 378 hectares.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Conheça 10 animais que podem desaparecer em breve no Brasil

O bugio-marrom (Alouatta guariba guariba) sofre com a venda ilegal como animal de estimação, o que pode levar ao desaparecimento da espécie
Você sabia que o Brasil abriga 13% de todas as espécies já descritas pela ciência? E que aproximadamente 40% das florestas tropicais do mundo estão aqui? E você sabia que mais de 600 animais estão ameaçados de extinção no país? Esses são dados do Ministério do Meio Ambiente que mostram o lado obscuro da vasta biodiversidade brasileira.
O estudo que mapeia a nossa fauna em risco de extinção assusta. A Lista Vermelha brasileira registra 627 espécies que podem deixar de existir nos próximos anos. São 394 animais terrestres e 233 aquáticos. Todas as informações estão reunidas no Livro Vermelho, elaborado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio), segundo o qual, 64% dos animais em extinção estão na Mata Atlântica - resultado de desmatamentos, ocupação territorial pela população humana e poluição de rios e oceanos.
O que é ruim pode ficar pior: algumas espécies ainda ganham o carimbo CR ao lado de seus nomes, sigla em inglês para criticamente em perigo, ou criticamente ameaçado de extinção. No total, são 125 nesta situação.
Conheça agora 10 animais que estão criticamente em perigo e algumas medidas que podem evitar sua extinção nos próximos anos:
1 - Cuíca-de-colete (Caluromysiops irrupta)
A cuíca-de-colete pode morrer pela "preguiça". Com movimentos lentos e passando 70% do seu tempo em descanso, este mamífero tem sido alvo fácil para caças tornando-se uma das espécies ameaçadas de extinção no Brasil.
O animal vive no norte dos Estados do Maranhão e Ceará e se alimenta basicamente de frutas. Os machos são negros, com as extremidades dos membros, cauda e parte do dorso em tom ruivo e a lateral com pelos dourados. Já a coloração das fêmeas é, na maioria das vezes, pardo-amarelada, com uma tonalidade olivácea.
É o que explicam os biólogos Marcelo Marcelino de Oliveira e Juliana Gonçalves Ferreira, ambos do Centro de Proteção de Primatas Brasileiros (CPB) que afirmam que em algumas localidades, como na serra da Ibiapaba (CE), parece existir uma caça preferencial por esses animais. No município de Cocal (PI), as últimas populações já estão condenadas a desaparecer muito em breve.
O que pode ser feito
Oliveira e Juliana salientam a importância da localização e do mapeamento das populações remanescentes da espécie, assim como a avaliação sobre a situação de ameaça em cada localidade. De acordo com eles, a fiscalização contra a caça é a principal estratégia de ação para a maioria das localidades, especialmente ao longo da serra da Ibiapaba (CE).
Em áreas muito fragmentadas, como as matas remanescentes no vale do rio Longá (PI), a criação de um conjunto de Unidades de Conservação é necessária para uma ação mais efetiva contra a caça, envolvendo principalmente as áreas de mata das fazendas desapropriadas para reforma agrária, tanto pelo governo federal quanto pelo estadual. Os pesquisadores afirmam que as populações que habitam a Área de Proteção Ambiental da Foz do Rio Parnaíba (PI) e a Reserva Extrativista da Foz do Rio Parnaíba (MA) já estão protegidas.
2 - Baleia-azul (Balaenoptera musculus)
Com o título de maior animal do planeta, a baleia-azul pode desaparecer do Brasil justamente por seu tamanho. Esses mamíferos medem entre 25 m e 30 m - sendo as fêmeas maiores e mais pesadas do que os machos. Todo este tamanho proporcionava um alto rendimento à atividade comercial baleeira até os anos 60, quando passou a ser protegida pela Comissão Internacional Baleeira (CIB).
Apesar de a baleia não ser mais capturada nos dias de hoje, segundo os biólogos Eduardo Sehhci, do Laboratório de Mamíferos Marinhos (Morg) da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), e Paulo Ott, do grupo de estudos de mamíferos aquáticos do Rio Grande do Sul (GEMARS), a grande caça do passado é a principal responsável por sua extinção. Eles ressaltam que só nos anos de 1930 e 1931, mais de 30 mil exemplares foram caçados no mundo. Além disso, as capturas acidentais em equipamentos de pesca, colisão com embarcações e degradação do hábitat (poluição química e sonora) são outros fatores que representam risco para este mamífero.
Os pesquisadores afirmam que o animal migra sazonalmente para regiões polares ou subpolares, onde se alimenta no verão e início do outono, indo para os trópicos e subtrópicos para a reprodução no inverno e na primavera. No Hemisfério Sul, a localização precisa das áreas reprodutivas da espécie é ainda desconhecida. Mas já houve registos de sua aparição no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e na Paraíba, onde dois exemplares foram capturados comercialmente.
O que pode ser feito
Os pesquisadores salientam que, por se tratar de uma espécie migratória, sua conservação depende de acordos e esforços de proteção nacionais e internacionais. Dentre elas, pode-se destacar a necessidade de avaliar, em nível global, o número de capturas acidentais em atividades pesqueiras; atividades sísmicas e extrativistas (gás natural e petróleo); colisões com embarcações; degradação do hábitat; estimativas de parâmetros reprodutivos e taxas de crescimento populacional e determinação de rotas migratórias e áreas de concentração.
3 - Mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus)
O mico-leão-preto vive na Mata Atlântica e, em breve, pode desaparecer. Esta espécie de macaco está ameaçada devido à alteração do seu habitat natural, principalmente por desmatamentos. Os biólogos Claudio Padua e Cristiana Saddy, do Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), afirmam que a maior população da espécie ocorre no Morro do Diabo (SP). Esta Unidade de Conservação, gerenciada pelo Instituto Florestal de São Paulo (IF), abriga cerca de mil exemplares, que vivem em 37 mil hectares de floresta.
De acordo com os pesquisadores, este mamífero é considerado um fauni-frugívoro (que se alimenta de frutas), mas tem uma dieta influenciada pela sazonalidade de seu ambiente, que apresenta estações bem marcadas, utilizando os recursos alimentares de acordo com sua disponibilidade. São excelentes predadores, capturando aves e pequenos vertebrados. Com peso de cerca de 600g e atingindo a maturidade aos 18 meses de vida, o mico-leão-preto tem um período de gestação de cerca de 125 dias. Além disso, o gênero é considerado monógamo, e a reprodução ocorre sazonalmente.
O que está sendo feito
Um programa de conservação da espécie, chamado de Programa Integrado de Conservação do Mico-Leão-Preto, que inclui a criação de uma população de cativeiro, além do manejo genético e demográfico. Lá as principais resoluções para a espécie concentram-se em três tópicos básicos: a necessidade de manejar as pequenas populações isoladas como uma só, a fim de garantir sua sobrevivência; a expansão e criação de áreas protegidas para as espécies e melhor gerenciamento das já existentes; e o estabelecimento de programas com as comunidades locais, visando melhoria da qualidade de vida e ações de desenvolvimento sustentável.
4 - Bugio-marrom (Alouatta guariba guariba)
Pense duas vezes antes de comprar um bicho exótico para colocar de enfeite na sua casa. A fragmentação da Mata Atlântica, o desmatamento de grandes porções da cobertura vegetal nativa e, principalmente, o comércio ilegal do animal, que é vendido como bicho de estimação, podem resultar no desaparecimento do primata bugio-marrom da Mata Atlântica.
O biólogo André Hirsch, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) explica que a dieta deste mamífero é basicamente folívora, que se alimenta de folhas. Além disso, ele salienta que sua principal característica é o fato de as populações viverem em grupos de três a oito indivíduos. Hirsch afirma que a caça ilegal e os incêndios florestais, comuns na Mata Atlântica, têm resultado no desaparecimento do animal.
O que pode ser feito
De acordo com o pesquisador, as principais propostas para estratégias de conservação são estudos para o levantamento de possíveis populações remanescentes, principalmente no leste de Minas Gerais, vale do médio e baixo rio Jequitinhonha e centro-sul da Bahia. Com isso, deve ocorrer o desenvolvimento de um programa de criação em cativeiro, com cruzamento de indivíduos procedentes de localidades diferentes da área para aumentar a variabilidade genética.
5 - Rato-do-mato (Wilfredomys oenax)
Rato que não come queijo e nem vive escondido nas paredes da sua casa. Já viu? O Wilfredomys oenax é uma espécie encontrada em São Lourenço (RS), no Paraná e em São Paulo. O biólogo Rui Cerqueira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma que este animal se alimenta somente de vegetais, folhas e frutos, e ainda mora na floresta. Grande roedor, esse mamífero pode sumir nos próximos anos.
Medindo cerca de 11 cm, com mais 2,5 cm de cauda, e pesando 1 kg, esta espécie está ameaçada principalmente por desmatamentos e destruição de seu habitat. Cerqueira afirma que ainda faltam mais estudos sobre este animal para que ele possa ser protegido de forma efetiva. Apesar de uma fêmea dar a luz até 10 ninhadas por ano, a possibilidade de extinção ainda é alta.
O que está sendo feito
Novos exemplares devem ser coletados para estudos citogenéticos e moleculares que permitam compreender melhor a espécie. O pesquisador afirma que a única informação ecológica é a sua ocorrência em florestas e um esforço deve ser feito nas poucas matas restantes para que se possa compreender melhor a biologia do animal. Segundo ele, no Uruguai um esforço de coleta de 4,4 mil armadilhas por noite resultou na captura de somente quatro exemplares. "Talvez um esforço maior de coleta permita a obtenção de mais exemplares e de estimativas de densidades populacionais. Só com essas informações uma estratégia efetiva de conservação é possível", diz.
6 - Lambari (Hyphessobrycon taurocephalus)
Ou esta espécie de peixe lambari já está extinta ou ela é muito tímida e anda se escondendo nas águas do rio Iguaçu (PR). Esta é a principal dúvida dos pesquisadores, que hoje se debruçam para achar e estudar a espécie em águas brasileiras. Este peixe é onívoro e seu tamanho médio é entre 10 e 15 cm de comprimento. O corpo é prateado, e as cores das nadadeiras variam, sendo mais comuns os tons de amarelo, vermelho e preto.
Hyphessobrycon taurocephalus é uma espécie pequena de lambari (até 5,5 cm de comprimento total). De acordo com os biólogos Luiz Fernando Duboc e Vinicius Abilhoa, do Museu de História Natural Capão da Imbuia (MHNCI), apesar do considerável esforço para conseguir amostras, nos últimos anos na bacia do rio Iguaçu, a espécie não foi reencontrada. Contudo, ainda restam muitas localidades na bacia do rio a serem adequadamente pesquisadas. Por conta disso, esta espécie tanto pode estar já extinta, como pode ocorrer em habitat muito específico.
A construção de barragens é um dos principais problemas enfrentados no rio Iguaçu, uma vez que resulta na perda de habitats. Além disso, as construções resultam em cursos de água menores que são prejudicais à espécie em função de volume reduzido de água e maior interface com o meio terrestre.
O que está sendo feito
Segundo os pesquisadores, atualmente os esforços são voltados para estudos sobre o conhecimento de aspectos biológicos e de distribuição atual da espécie, tendo em vista a incerteza quanto à sua real área de ocorrência.
7 - Cação-bico-doce (Galeorhinus galeus)
Caracterizado pelo pequeno tamanho da segunda nadadeira dorsal (bem menor que a primeira e semelhante ao da nadadeira anal) e pelos dentes fortemente serrilhados, este peixe vive na costa sudeste-sul do país e corre risco de extinção devido à pesca.

O cação-bico-doce (Galeorhinus galeus) pode chegar a até 1,95 m, mas é alvo da pesca industrial com redes de arrasto e de emalhe
As biólogas Carolus Vooren, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Rosangela Lessa, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), explicam que o cação-bico-doce tem um ciclo de vida longo, podendo chegar até os 33 anos de idade. Atingindo comprimento máximo de 175 cm (machos) e 195 cm (fêmeas), esta espécie apresenta uma longa história de exploração em diversos países, para aproveitamento da carne e do óleo. No Atlântico Sul Ocidental, existe uma população regional distribuída desde o Rio Grande do Sul até a costa norte da Patagônia. A população migra para a Plataforma Sul no inverno, quando é alvo da pesca industrial com redes de arrasto e de emalhe.
Relatório do grupo de especialistas em tubarões (SSG, 2004) aponta que esta espécie apresenta colapso de seus estoques no Pacífico Oriental e no Brasil, enquadrando-a como espécie globalmente ameaçada. A espécie ainda sofre com a degradação de seu habitat. Os declínios populacionais mais marcados têm ocorrido no Brasil e no Uruguai, onde a Captura por Unidade de Esforço (CPUE), que consiste na pesca que mede a quantidade de espécie de peixe encontrada em determinada região, caiu para níveis próximos de zero.
O que está sendo feito
As pesquisadoras afirmam que atualmente não há medidas de conservação ou manejo estabelecidas no Brasil. Mas a proibição da captura do cação-bico-doce é recomendada em nível regional, envolvendo Brasil, Uruguai e Argentina.
8 - Borboleta (Actinote zikani)
O Brasil pode ficar menos colorido caso se confirmem os riscos de extinção das borboletas. Esse inseto é o que mais possui espécies ameaçadas na lista dos CR (criticamente em perigo) no Livro Vermelho. Ao todo são 20 tipos de borboletas, todas sem nome popular específico. Uma delas é a Actinote zikani.
De acordo com os biólogos André Freitas e Keith Brown Jr, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Actinote zikani é uma espécie bastante ligada a áreas de topo. No Brasil, ela habita uma área estreita da Serra do Mar, entre o alto da serra de Cubatão e Salesópolis (SP). Com as asas em tom de preto e amarelo queimado, essa borboleta deve desaparecer nos próximos anos por causa da poluição.
Freitas e Brown Jr afirmam que a degradação do habitat é o principal problema, sendo a poluição do Parque Industrial de Cubatão (SP) o maior deles, já que pode ter sido o responsável pelo desaparecimento da colônia dessa borboleta do Alto da Serra paulista.
O que está sendo feito
Os pesquisadores afirmam que atualmente ocorre uma manutenção de toda a faixa de floresta para garantir um habitat favorável à espécie na Serra do Mar, em São Paulo.
9 - Arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari)
A plumagem da cabeça e do pescoço é azul-esverdeada, o anel perioftálmico (região da cabeça) é amarelo e o resto do corpo é azul. Com as cores da bandeira do Brasil, a arara-azul-de-lear corre o risco de sumir do nordeste da Bahia, onde habita. O motivo? A captura para comércio ilegal.
De acordo com Yara Barros, da Coordenação de Proteção de Espécies da Fauna (Cofau) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a espécie foi descoberta na natureza apenas em 1978, no nordeste da Bahia, ao sul do Raso da Catarina, onde vive até hoje. Estimativas atuais indicam que a população é de aproximadamente 500 exemplares. A principal ameaça à espécie é a captura para o comércio ilegal, que tem sido muito frequente, principalmente pela ausência de ações de fiscalização regulares.
Há ainda outra razão para seu possível desaparecimento. O principal alimento da arara-azul-de-lear é o coco da palmeira licuri (Syagrus coronata), que está escasso. A falta deste alimento é um dos motivos de sua possível extinção, já que se estima um consumo diário de 350 cocos por arara adulta. O que ocorre é que há pouca regeneração da palmeira do licuri, principalmente por causa das queimadas e derrubadas para plantio de roças. A diminuição na quantidade de licuri disponível faz com que as araras busquem alimento em plantações de milho, onde acabam sendo alvejadas pelos produtores.

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) pode acabar extinta devido à captura para comércio ilegal e ao desaparecimento de suas fontes de alimentação (principalmente o coco da palmeira licuri)
O que está sendo feito
Instituições como o Instituto Chico Mendes (ICMBio) realizam ações protetivas, como o fortalecimento da legislação vigente de proteção da fauna, em especial aquela referente à proteção da espécie e seu habitat. Entre elas, incentivo a práticas agrícolas eficazes e de baixo impacto ambiental, ampliação da extensão de áreas protegidas dentro da área de ocorrência da espécie, fiscalização efetiva, pesquisa biológica, incluindo manejo de ninhos, busca por novas populações, monitoramento do status populacional, mapeamento, monitoramento e manejo das áreas de alimentação. Além disso, estão sendo desenvolvidas ações como o estabelecimento de novos centros de reprodução em cativeiro, que conta atualmente com 39 exemplares dispersos pelo Brasil, Qatar e Inglaterra. A estratégia do programa é aumentar a população desta ave em laboratórios.
10 - Pato mergulhão (Mergus octosetaceus)
Esta ave é uma das mais ameaçadas de extinção em toda região neotropical por causa da interferência do homem em seu habitat. Já extinta na Argentina e Paraguai, o Mergus octosetaceus ainda existe no Brasil, mas somente em quatro Estados: Paraná, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Estima-se que existam menos de 250 aves no País.
De acordo com o biólogo Luís Fábio Silveira, da Universidade de São Paulo (USP), o pato-mergulhão é o único representante da Tribo Mergini em que o macho auxilia no cuidado com os filhotes. Alimenta-se principalmente de peixes, que pesca com o auxílio de seu bico serrilhado, em mergulhos feitos principalmente nos remansos. Silveira salienta que esta é uma espécie altamente exigente com relação à qualidade de seu habitat, necessitando de águas límpidas e não tolerando bem a presença humana. Segundo ele, este é o principal motivo que ameaça a vida dessas aves: não existe mais um habitat totalmente limpo.
O biólogo explica que as atividades de mineração, drenagem e agricultura foram desastrosas para a espécie. A construção de barragens, que altera todo o regime hidrológico dos rios, tem efeitos drásticos sobre estes animais, que não vive em lagos ou outros ambientes lênticos, onde a massa de água apresenta-se parada, sem correnteza. Isso foi o golpe final nas populações argentinas e paraguaias, e tal situação pode se repetir no Brasil, especialmente nas populações que ainda sobrevivem nas bacias dos rios Tocantins e Paraná.
O que está sendo feito
Apesar de sua raridade, só recentemente o pato-mergulhão foi objeto de iniciativas mais sérias com vistas à sua conservação. O Instituto Terra Brasilis conduz, desde 2001, um programa de pesquisas e educação ambiental na região do Parque Nacional da Serra da Canastra (MG), onde vivem cerca de 40 casais da espécie. As principais estratégias para a conservação dessa ave referem-se à procura por novas populações e pesquisas sobre a sua história. São também importantes a criação de áreas protegidas nos locais onde a espécie ocorre, especialmente nos estados da Bahia e Tocantins. A ampliação dos limites do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) e a retomada dos limites do Parque Nacional da Serra da Canastra também são medidas importantes para a conservação desta espécie.
Fonte: Terra
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Pecuária ainda impulsiona desmate da Amazônia, diz ambientalista
Apesar de todos os acordos entre ambientalistas e ruralistas, e iniciativas do judiciário que ocorreram nos últimos dois anos, o consumidor de carne bovina ainda está longe de evitar que o bife em seu prato seja associado ao desmatamento e outros problemas da Amazônia.
Uma reunião nesta quarta-feira (24), em Brasília, revelou que ainda há um longo caminho até o setor conseguir algum tipo de controle efetivo. Os problemas envolvem desde evitar que os rebanhos invadam áreas de floresta, e sejam um vetor do desmatamento, até questões sanitárias, como a qualidade da carne consumida.
O principal indicador de que há algo de errado entre as 220 milhões de cabeças de gado do país são os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esses números apontam que existem oito milhões de couros a mais do que as carcaças registradas como abatidas. Uma quantidade 100% superior ao que era registrada em 2008.
“A grande dúvida é para onde foi essa carne. O que revela que foi vendida sem nenhum registro de procedência, e pior, ainda com fortes indícios de evasão fiscal”, diz Roberto Smeraldi, diretor da ONG Amigos da Terra.
Outro problema foi o fracasso do sistema de rastreio dos bois, do governo federal. O sistema que deveria ser usado, o Serviço Brasileiro de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (Sisbov), é pouco acessado pelos produtores.
Apenas algumas empresas que exportam o utilizam. “Como não há exigência legal, poucos produtores têm a preocupação em participar. Para ter um controle real da cadeia produtiva seria necessária uma ação envolvendo vários ministérios, principalmente a Fazenda e Meio Ambiente, que é onde há mais fraudes”, diz Leonardo Sakamoto, diretor da organização Repórter Brasil.
“Em 2010 vários representantes dos movimentos sociais entregaram uma carta à Presidência da República para que esse sistema fosse criado, mas nunca houve uma resposta”, complementa Sakamoto.
Regularização
A pressão externa pode ser uma esperança. “A carne é um dos elementos mais importantes para a economia nacional, além de ser a nossa principal commodities de exportação. E a pressão do mercado por maior transparência no setor é cada vez maior, por isso decidimos nos envolver na questão”, afirma o deputado Sarney Filho (PV-MA), presidente da Frente Parlamentar Ambientalista da Câmara dos Deputados. “A grande questão é compreender quais são as ações do governo necessárias para resolver a questão”.
Apesar do cenário desfavorável, ainda há bons exemplos. No Pará, o movimento Carne Legal – voltado para a conscientização do consumidor – aliado às ações coordenadas pelo Ministério Público Federal e o programa Municípios Verdes, conseguiu mudar o cenário no estado. Foram cadastrados dois milhões de hectares nos principais municípios responsáveis por desmatamento, como Paragominas e São Félix do Xingu.
Combata o desmatamento e outras ameaças no game do Globo Natureza: "Missão Bioma"
Programas de ajuste de conduta em frigoríficos e ações judiciais contra bancos que financiavam fazendas com desmatamento ilegal na Amazônia mudaram a realidade local. Apesar de o Estado ainda ser líder ranking do desmatamento segundo medições do Governo Federal e dados do Instituto Homem do Meio Ambiente (Imazon), divulgados no último dia 24, também mostram que o Pará foi o estado que mais apresentou decréscimo nas derrubadas no último mês, com uma queda de 51% na devastação.
“Acreditamos esse conjunto de medidas que apli camos há dois anos possa estar impulsionando essa mudança”, diz Daniel César Azeredo Avelino, procurador da república (MPF/PA). Porém a lentidão das mudanças ainda vai fazer o consumidor final ter que esperar um pouco mais para ter o seu churrasco livre da sombra do desmatamento.
“Acredito que em 15 anos a realidade vai ser muito diferente, e podemos ter até 100% da produção controlada e até certificada, como foi com o café“, diz Smeraldi, da Amigos da Terra. “A questão é que para controlar o desmatamento, e outros problemas, seria necessário que isso acontecesse em cinco anos”, complementa.
Mercado
Os representantes dos varejistas que lidam com o consumidor final também afirmam que o processo de mudança do perfil da pecuária no Brasil ainda está em seus estágios iniciais. “A cadeia toda - desde as fazendas até o supermercado – ainda está buscando caminhos. Por isso é impossível falar em prazos”, diz Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais do Grupo Pão de Açúcar.
“O que podemos falar são de nossas práticas, onde não compramos de nenhuma fazenda ou frigorífico que tenha alguma ilegalidade”. O grupo também tem um programa que busca rastrear 100% da carne, onde é possível identificar por um código número de qual fazenda veio o bife que vai para o nosso prato, a partir de 27 fazendas certificadas. Porém, a expansão do programa em relação ao montante da carne que é vendida no mercado ainda pequeno.
“Não dá para falar em número ainda, mas mesmo assim, vemos que há uma grande receptiv idade do consumidor, o que é um indicador de que esse é um caminho positivo a se seguir e que existe a possibilidade de termos produtos sérios”.
Governo
O Globo Natureza procurou o Ministério da Agricultura para comentar as falhas apresentadas por ambientalistas e entidades do Sisbov, mas não houve retorno.
Fonte: g1.globo.com
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