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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Porto Rico vai exportar carne de iguana para combater reprodução

Exemplar de iguana-verde em zoológico brasileiro. Empresa de Porto Rico vai exportar carne de réptil. (Foto: Caroline Zanchi / Divulgação)


Uma empresa porto-riquenha exportará aos Estados Unidos e outros países do continente americano carne de iguana-verde
(Iguana iguana), iniciativa empresarial que tenta aproveitar a reprodução sem controle deste réptil não autóctone da ilha caribenha.

Umberto Vázquez, um dos sócios da companhia "Best Iguana Puerto Rico Meat", disse nesta semana que a ideia de iniciar a empresa surgiu depois que o Departamento de Recursos Naturais e Ambientais (DRNA) tornou público em julho do ano passado a intenção de promover a venda de carne do réptil

O DRNA, junto a outros departamentos governamentais, estabeleceu como meta em médio prazo reduzir em 80% a população de iguana-verde em Porto Rico, onde o réptil é considerado uma praga que danifica a agricultura local devido à ausência de um predador natural que controle sua expansão.

Vázquez antecipou que sua empresa pagará US$ 0,50 por cada meio quilograma de carne de iguana verde, uma vez que se inicie a atividade da "Best Iguana Puerto Rico Meat" programada para março. "A iguana verde está acabando com a agricultura", destacou o empresário, que assegura que já conta com uma equipe de pessoas dispostas a iniciar a caça de iguanas, frequentes nos parques e jardins de todas as áreas urbanas de Porto Rico.

Negociações
Vázquez disse que sua companhia mantém contatos com potenciais compradores nos EUA, onde garantiu que há boas perspectivas de comercialização dada a boa aceitação da carne desse réptil no país.

O empreendedor frisou que as possibilidades de exportação não terminam nos EUA e que sua empresa procura clientes em outros países do continente como El Salvador, Panamá e Colômbia. "Trata-se de uma carne ótima, um pouco mais doce que a do frango", detalhou Vázquez, lembrando que a pele de iguana verde é usada também para a fabricação de produtos de indústria dos artigos de couro.

Fonte: http://g1.globo.com

¨Nos humanos ainda não entendemos que todas nossas ações causam desequilíbrio na natureza e quando isso ocorre e nos afeta nos tomamos à decisão mais fácil, vamos matar, pois esta sobrando. Bom tem pessoas de mais no mundo nem por isso estamos matando pra diminuir a população e quer destruição maior que esse excesso de pessoas causa? Igual em Fernando de Noronha onde estão capturando as garças e fazendo eutanásia. Temos que parar de causar desequilíbrio, pois naturalmente isso não acontece. ¨ Eduardo M. Franco

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Emissão de CO2 aumenta acidez do oceano e prejudica corais, diz estudo

Mudanças causadas pelo homem são cem vezes maiores que as naturais. Em 90 anos, calcificação de corais e moluscos pode cair 40%.


O aumento da acidez dos oceanos verificado nos últimos 100 a 200 anos foi muito maior que as transformações que ocorreriam naturalmente, sem a interferência da ação do homem. A conclusão é de um time de cientistas internacionais ligados ao Centro de Pesquisa Internacional do Pacífico, da Universidade do Havaí, em um estudo publicado neste domingo (22), na "Nature Climate Change".

De acordo com a pesquisa, cerca de 65% do gás proveniente de atividades humanas entram no mar e, em contato com a água salgada, aumentam sua acidez. O fenômeno reduz a taxa de calcificação de organismos marinhos, como corais e moluscos.
Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons )Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)

As conclusões do estudo são baseadas em simulações de condições do clima e do oceano verificadas na Terra nos últimos 21 mil anos, desde a última Era Glacial até o século 21. Durante as simulações, os pesquisadores analisaram o nível de concentração do aragonito, um tipo de carbonato de sódio que ajuda a medir a acidez dos oceanos. Quanto mais ácida é a água do mar, menor é a quantidade de aragonito.



Espécie ameaçada de coral Acropora (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)

Os resultados obtidos revelaram que o nível atual de aragonito é cinco vezes menor que o verificado na fase pré-industrial. De acordo com a pesquisa, essa redução pode representar uma queda de 15% na calcificação de corais e moluscos. Já nos próximos 90 anos, a redução da calcificação pode cair 40% em relação aos valores pré-industriais, considerando o contínuo uso de combustíveis fósseis, que emitem CO2.

“Em algumas regiões, as mudanças na acidez do oceano provocadas pelo homem desde a Revolução Industrial são cem vezes maiores que as mudanças naturais verificadas entre a última Era Glacial e os tempos pré-industriais”, disse Tobias Friedrich, um dos cientistas que lideraram a pesquisa, em material de divulgação.

Segundo ele, após o fim do último período glacial, a concentração de CO2 atmosférico aumentou de 190 partes por milhão (ppm) para 280 ppm ao longo de seis mil anos. Assim, os ecossistemas marinhos tiveram tempo suficiente para se adaptar. Já o aumento para o nível atual, de 392 ppm, levou apenas entre 100 e 200 anos, prejudicando a vida marinha.

De acordo com a pesquisa, os corais são vistos em locais com concentração de aragonito presentes em 50% do oceano atualmente. Até o final do século 21, essas condições seriam encontradas em apenas 5%.

“Nosso estudo sugere que severas reduções devem ocorrer na diversidade, complexidade e resistência dos corais até metade deste século”, afirmou o co-autor do estudo, Alex Timmermann.

Fonte: Terra