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domingo, 19 de setembro de 2010

Palitos descartáveis na China, ou como pequenas coisas podem causar enormes problemas



Um interesante artigo do Los Angeles Times aborda o problema da produção dos palitinhos de madeira descartáveis na China. Com a enorme quantidade de problemas ambientais no mundo e os numerosos desafios chineses, este parece ser um problema insignificante, certo? Errado.

Calcula-se que a China consuma cerca de 45 bilhões de pares de palitos por ano, e cálculos do Greenpeace indicam que sua produção exige 40 hectares de árvores por dia. As exportações agregam outros 18 bilhões de pares anualmente.

A perda das florestas é um dos principais problemas ambientais da China: provoca a erosão do solo, inundações, emissões de carbono e desertificação, além de afetar o habitat de espécies nativas e, portanto, provocar reduções nas populações e até mesmo sua extinção.

Este cenário torna-se ainda mais complicado porque as tentativas de reduzir o uso dos palitos malograram, apesar de a China tentar diminuir seu consumo há mais de dez anos.

Um dos entraves é a proteção dos empregos de mais de 100 mil pessoas que trabalham nas 300 fábricas dedicadas à produção dos palitos na China. Outro são os restaurantes, que precisam arcar com um custo adicional para esterilizar palitos reutilizáveis (um custo que os consumidores não estão dispostos a absorver).

Em junho, o Ministério do Comércio e outros cinco ministérios da China divulgaram um comunicado, informando que haverá um maior controle sobre a produção, mas sem anunciar medidas específicas nem penalidades.

Mais uma vez, o poder está com os consumidores, seja levando seus próprios pauzinhos ou pagando pela esterilização.

O problema dos palitos descartáveis demonstra como a produção de objetos cotidianos está ligada a complexos modelos econômicos, além de confirmar o absurdo da cultura do descartável e a necessidade de examinar tudo o que consumimos, evitando ao máximo o desperdício.

Fonte:http://blogs.discoverybrasil.com/descubra-o-verde/

Descoberta aranha que constrói teias de 25 metros


foto:As teias foram encontradas acima de águas correntes, ligando uma área de terra à outra, o que surpreendeu os cientistas

Cientistas do Museu de História Natural Smithsonian, nos Estados Unidos, descobriram nova espécie de aranha que constrói teias de até 25 metros de comprimento. A aranha vive em Madagascar. As informações são do site da Discovery News.

As teias foram encontradas acima de águas correntes, ligando uma área de terra à outra, o que também surpreendeu os cientistas responsáveis pela descoberta, Matjaz Kuntner e Ingi Agnarsson, segundo declarações ao site. É a primeira vez que uma espécie de aranha tem a capacidade de construir teias acima dá água.

A aranha foi batizada de Darwin bark - Caerostris darwin - e fará parte de uma família de aranhas já conhecida pelos cientistas que engloba apenas 11 espécies. Kuntner e Agnarsson capturaram exemplares fêmeas e machos da aranha. As fêmeas têm apenas dois centímetros, contando corpo e pernas, e os machos são ainda menores, com menos de um centímetro.

As teias, graças a seu tamanho, são ótimas para capturar presas, pois também possuem força maior do que o comum. Os cientistas pretendem continuar a pesquisa focando em descobrir como as aranhas conseguem construir teias acima de rios e lagos.