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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Greenpeace protesta contra busca de petróleo na Groenlândia



O Greenpeace exige o encerramento de atividades em poço de petróleo na Groenlândia que, na visão do grupo, são extremamente perigosas e causam estragos irreparáveis às condições da região. A empresa britânica Cairn Energy é a responsável pela exploração do poço na ilha de dependência dinamarquesa. As informações são do site Telegraph.

Quatro manifestantes estão na plataforma Stena Don, da Cairn Energy, protestando contra a ação. Segundo eles, há enormes riscos nas atividades realizadas no local pelas companhias de energia que sondam a região em busca de petróleo no fundo do mar. Os participantes do protesto dizem que, se conseguirem forçar o atraso das buscas das empresas até o fim do período ideal de clima, as companhias terão que abandonar as pesquisas até 2011.


Ativistas do Greenpeace ocupam plataforma de petróleo Stena Don , da Cairn Energy, no Ártico
Foto: Greenpeace/Divulgação


Em entrevista ao Telegraph, Sam McKenna, ativista americano que está no local, disse que "é necessário manter as companhias fora do Ártico e acabar com o vício da busca pelo petróleo, e é esse o motivo pelo qual estamos aqui tentando acabar com essa sondagem". "O desastre no Golfo do México nos mostrou isso", completou.

Um navio do Greenpeace, chamado Esperanza, saiu de Londres em julho para chegar à Groenlândia, no local que é considerado pelo grupo um dos dez mais perigosos para exploração de petróleo.

O organização divulgou na última semana que, quando o Esperanza chegou à Groenlândia, seus tripulantes foram confrontados por um navio dinamarquês, postado no local para impedir protestos e proteger a operação de busca ao petróleo.

A Groenlândia é considerada um dos locais mais afetados pelo aquecimento global. Com a busca de petróleo no local, podem ocorrer mais problemas ambientais na região do Ártico.

Fonte: Terra

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Nestlé dá um passo pela floresta



A Nestlé, a maior empresa alimentícia do mundo, anunciou hoje a intenção de parar de comprar matéria-prima cuja produção tenha provocado o desmatamento de florestas tropicais.

A empresa se compromete a identificar e excluir de sua lista de fornecedores companhias que possuam ou gerenciem “plantações ou fazendas de alto risco ligadas ao desmatamento”. Nesse grupo entraria, por exemplo, a Sinar Mas, a maior produtora de óleo de dendê e de papel e celulose da Indonésia, caso não siga a nova política da Nestlé, e intermediadoras como a Cargill, que compram da Sinar Mas.

O anúncio acontece depois de o Greenpeace conduzir uma campanha pública mundial que expôs o uso de óleo de dendê, proveniente de áreas recém-desmatadas na Indonésia, para produzir chocolates como o KitKat. Em dois meses, centenas de milhares de pessoas contataram a Nestlé para avisar que não comprariam produtos ligados à destruição das florestas tropicais.

A expansão das plantações de dendê – usado pela indústria alimentícia, cosmética e como biocombustível – é um dos principais vetores de destruição dessas importantes florestas tropicais, lar de espécies ameaçadas como o orangotango. A Indonésia hoje é um dos países campeões de desmatamento do mundo e, por conta disso, terceiro maior emissor de gases do efeito-estufa.

"Ficamos contentes pela Nestlé ter a intenção de dar um tempo para os orangotangos, e convidamos os compradores internacionais, como Carrefour e Wal-Mart, a fazerem o mesmo", afirma o diretor da campanha de Florestas do Greenpeace International, Pat Venditti.

"O passo dado pela Nestlé manda um sinal claro para a Sinar Mas e as demais empresas do setor que a destruição das florestas não é aceitável no mercado global. Elas precisam limpar a cadeia de produção e implementar uma moratória que interrompa a destruição e promova a proteção", diz Venditti. "O Greenpeace vai monitorar de perto o cumprimento e a implantação da política da Nestlé."

Segundo Paulo Adario, diretor da campanha Amazônia, do Greenpeace, "a decisão de um ator mundial como a Nestlé é um claro sinal que o consumidor global não aceita mais estar envolvido com produtos ligados a desmatamento e perda da biodiversidade. Trata-se de uma clara advertência às empresas que, aqui no Brasil, causam, direta ou indiretamente, a destruição de nossas florestas". "Vale também como recado para a bancada ruralista do Congresso: mudar o Código Florestal para permitir mais desmatamento em nada vai ajudar o produtor brasileiro. Ao contrário, vai contribuir para fechar as portas do mercado."

O Greenpeace pede ao governo indonésio que tome atitudes rígidas para conservar as florestas tropicais e de turfa. "Uma moratória protegeria não apenas a natureza como também a reputação de indústrias de óleo e de papel", diz Bustar Maitar, coordenador da campanha na região. "O Greenpeace manterá a pressão tanto no governo da Indonésia quanto nas indústrias que causam a devastação da biodiversidade e do clima."

Fonte:
http://www.greenpeace.org/brasil/