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domingo, 29 de agosto de 2010

Tabagismo mata 200 mil pessoas por ano no Brasil



Um bilhão e meio de pessoas no mundo apresentam problemas com o tabagismo e, no Brasil, esse número é de 200 mil pessoas por ano, segundo o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UNB), Calor Viegas. "O tabagismo não é só um fator de risco para diversas doenças. Ele próprio é uma doença crônica e que mata mais do que qualquer outro fator ambiental ou comportamental no mundo", disse, na quinta-feira, no penúltimo dia do 48° Congresso Científico do Hupe.

O número de mortes por ano, no mundo, por causa da doença, chega a cinco milhões, segundo o professor. "Se não fizermos nada, em 2030, 10 milhões de pessoas no mundo irão morrer por causa da doença", disse. De acordo com ele, 70% dessas mortes serão em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Diferente do que se diz, o médico mostrou que o problema do cigarro não está na nicotina. "Não existe nenhuma doença causada pela nicotina. Pelo contrário, ela traz bom humor, perda de peso, melhora a tarefa cognitiva etc", disse. Ele explicou que o problema do tabaco é que, ao usá-lo, a pessoa está ingerindo mais de quatro mil outras substâncias, como o cádmio, por exemplo, um metal pesado que traz sérios problemas à saúde. "Quando inaladas, essas substâncias caem na corrente sanguínea e atingem todo o organismo, ou seja, o tabagismo é uma doença que afeta todo o corpo humano", explicou.

O tabaco causa dependência psíquica e química e, segundo o médico, mesmo depois de ter parado de fumar há anos, o ex-fumante pode não está totalmente livre das substâncias que o tabaco possui. "Mesmo depois de 10, 15 anos, o ex-fumante pode desenvolver câncer, por exemplo", disse.

Carlos explicou que 80% das pessoas começam a fumar com menos de 19 anos. Entre as causas, ele citou, o modelo de comportamento - dos pais, por exemplo -; acesso fácil - "cigarro se vende em qualquer lugar e com apenas R$0,10 se consegue comprar uma unidade do produto", disse -; cultural; e pela propaganda subliminar em novelas, reality shows, enfim, na mídia em geral.

De acordo com o especialista, duas perguntas devem ser feitas para descobrir se a pessoa sofre da doença: quantos cigarros ela fuma por dia e quantas horas depois de acordar ela acende o primeiro cigarro. "Se a resposta para a primeira pergunta for 15 ou mais cigarros, e a resposta para a segunda pergunta for menos de uma hora após acordar, ela tem a doença", explicou.

Para o médico, muitas pessoas fumam por comportamento, não por dependência. "Elas se acostumaram a fumar depois de um café, da atividade sexual, do banho ou de acordar", exemplificou. Ele encerrou a palestra dizendo que o tabagismo é curável, porém é um processo longo e que depende do querer do fumante. "Não existe nenhum remédio que faça um individuo para de fumar. Só depende da sua vontade", ratificou.

Fonte: Terra

Expedição encontra novas espécies marinhas na Indonésia





Cientistas do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) divulgaram nesta quinta-feira imagens de espécies marinhas observadas em uma expedição que durou três semanas na Indonésia. Segundo os pesquisadores, o projeto pode ter encontrado cerca de 40 novas espécies.





Segundo informações a agência de notícias AP, os cientistas, que usaram tecnologia de ponta para explorar as águas da Indonésia, ficaram fascinados com imagens coloridas e diversificadas da vida marinha no local.



O projeto reuniu mais de 100 horas de vídeo e 100 mil fotografias, captadas através de um veículo robótico com câmeras de alta definição. Verena Tunnicliffe, professora da Universidade de Victoria, no Canadá, disse que as imagens proporcionaram uma visão extraordinária em um mundo complexo e pouco conhecido do ecossistema marinho.





Fonte:Terra