Páginas

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A vida sob os mares


Foram dez anos, 360 cientistas e 650 milhões de dólares. O resultado dessa conta saiu agora: pelo menos 230 mil espécies vivem nos oceanos do planeta. Essa é a conclusão a que chegou a rede de pesquisadores do projeto multinacional Census of Marine Life (ou Censo da Vida Marinha, em português).

Tocado por pesquisadores de mais de 80 países, o projeto soltou os dados preliminares de um inventário que ainda está sendo complementado e será divulgado em outubro. Para se chegar aos números, foram usados estudos antigos e novos, num mapeamento do que está sob a superfície aquática em 25 regiões, da Antártica ao Ártico, passando pelos mares temperados e tropicais.


Os dez anos de trabalho, no entanto, não conseguiram mensurar nem de longe tudo o que pode ser encontrado nos oceanos. Os cientistas dizem que, para cada espécie conhecida, há pelo menos quatro outras a serem descobertas.

O que já se sabe, porém, é que animais como peixes e baleias – que logo vêm à cabeça quando o assunto é oceano – representam uma fatia bem pequena do mundo marítimo. Enquanto os mamíferos somam 2% das espécies registradas, os peixes chegam a 12%. Quem está na frente são os crustáceos, com 19%.

O Censo da Vida Marinha também rastreou que boa parte das espécies estão ameaçadas – algumas chegando a ter um declínio de 90% de suas populações – ou já entraram em extinção. Na ponta da linha estamos nós, humanos, responsáveis por esse declínio. Os principais impactos apontados pelos estudos são a pesca predatória e a destruição de habitats.

Fonte:
GreenPeace

Consumo na China levou à matança de 280 mil tubarões no Brasil



A demanda por alimentos feitos a partir da barbatana de tubarão na Ásia está sendo apontada como a causa da matança ilegal de 280 mil animais na costa brasileira, nos cálculos de uma organização não-governamental com base em Porto Alegre.

O Instituto de Justiça Ambiental, que fez a estimativa a partir de autos de infração e apreensões do Ibama no Pará, entrou com uma ação na Justiça na qual demanda uma indenização bilionária de uma empresa de pesca por danos ambientais "irreversíveis e incontáveis" na costa paraense.

Os danos se referem à captura ilegal de 25 toneladas de barbatanas de tubarão e bexigas natatórias de animais não identificados, que a ONG acusa uma empresa de processar e revender ilegalmente. A mercadoria seria enviada provavelmente de portos no Rio Grande do Sul para o mercado asiático.

O instituto pede uma indenização de quase R$ 1,4 bilhão. No entanto, diz a ONG, o valor deverá subir à medida que forem apresentados pareceres técnicos sobre todos os ecossistemas afetados no decorrer do processo.

"Nunca ouvimos nada parecido. O que é assustador é que provém de apenas uma empresa. Imaginem então as quantidades que escapam da fiscalização do Ibama/PA", disse o diretor do IJA, Cristiano Pacheco.

"Quase não se fala na área costeira amazônica. Os brasileiros precisam saber que é a mais rica do país em biodiversidade marinha, banhada pela foz do Rio Amazonas."

Iguaria
As barbatanas de tubarão são consideradas uma iguaria na cozinha do leste asiático, e analistas dizem que o aumento da demanda, sobretudo da China, tem incentivado a extração dessa parte do animal para exportação ilegal.

O aumento do consumo do produto também atesta o crescimento do poder de compra dos consumidores chineses. Além disso, a barbatana de tubarão é usada em medicamentos.

Segundo o Instituo de Justiça Ambiental, os animais normalmente têm suas barbatanas retiradas para exportação ilegal e em seguida são jogados de volta ao mar.

"Essa é uma situação extremamente séria e representa apenas uma fração dos tubarões ilegalmente abatidos na costa do Nordeste brasileiro", disse Pacheco.

Dentre os animais abatidos, segundo a ONG, estão espécies marinhas em risco de extinção e vulnerabilidade, como o tubarão-grelha. "Suprimir os tubarões dessa forma absurda e descontrolada colocará em colapso os ecossistemas marinhos na região, já que o tubarão é topo de cadeia, inventor da seleção natural nos oceanos e habitante deste planeta há mais de 400 milhões de anos."

Em maio, agentes do Ibama no Pará conduziram uma batida na empresa acusada e apreenderam cerca de 3,3 toneladas de barbatana de tubarão e mais 2 toneladas de bexiga natatória de outros peixes. A licença ambiental da empresa só permitia a comercialização de uma tonelada do produto por mês.

Segundo declarou o Ibama na época, as barbatanas seriam vendidas a R$ 65 o quilo, enquanto as as bexigas natatórias custariam entre R$ 21 e R$ 81 o quilo.

Fonte: Terra


¨Em Setembro de 2007 a Policia Federal apreendeu 60 Kg de barbatana de tubarão no Rio Grande do Sul, por isso não se pode dizer que esse é um problema atual, isso vem ocorrendo já tem muitos anos. E por qual motivo o IBAMA não aumenta a fiscalização? Essa crueldade dos chineses deve ser contida pois começou a causar danos no mundo inteiro. O Brasil não deve ser o único que vende as barbatanas, agora imagine o numero de animais que são mortos em todo o mundo só pra alguns Chineses comerem suas sopas.¨

Link para noticia do g1.globo.com de 2007: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL106940-5598,00.html